VITÓRIA. HOSPITAL REGIONAL DE SANTIAGO RECEBE O CREDENCIAMENTO DA ONCOLOGIA PELO SUS

A notícia fantástica e maravilhosa para todos nós, esperada há meses, foi recebida com festa pelo Dr. Ruderson Mesquita, nosso às da saúde, que empreendeu esta obra maravilhosa sob todos aspectos.

Agora é oficial e confirmado em Brasília: acabou de ser firmado o acordo liberando a ONCOLOGIA para Santiago e mais precioso ainda, também pelo SUS, podendo atender as pessoas que do serviço oncológico necessitam.

Felicidades a todos nós.

Parabéns Ruderson Mesquita.

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STJ contraria todas as decisões e adota guarda compartilhada mesmo a revelia da mãe e das decisões judiciais

Em decisão unânime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reformou decisão de tribunal estadual que negara a ex-cônjuge o direito de exercer a guarda compartilhada dos filhos, por não existir uma convivência harmoniosa entre os genitores.

A guarda foi concedida à mãe, fato que ensejou o recurso do pai ao STJ. Ele alegou divergência jurisprudencial, além de violação ao artigo 1.584, parágrafo 2º, do Código Civil, sob o argumento de que teria sido desrespeitado seu direito ao compartilhamento da guarda.

O relator, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, acolheu o pedido. Segundo ele, a guarda compartilhada passou a ser a regra no direito brasileiro, uma vez que ambos os genitores têm direito de exercer a proteção dos filhos menores. Sanseverino acrescentou também que já está ultrapassada a ideia de que o papel de criação e educação dos filhos estaria reservado à mulher.

Motivos graves

Apesar de o acórdão ter destacado a dificuldade de diálogo entre os ex-conviventes, o relator entendeu que os fundamentos elencados pelo tribunal não apresentaram nenhum motivo grave que recomendasse a guarda unilateral.

“Efetivamente, a dificuldade de diálogo entre os cônjuges separados, em regra, é consequência natural dos desentendimentos que levaram ao rompimento do vínculo matrimonial. Esse fato, por si só, não justifica a supressão do direito de guarda de um dos genitores, até porque, se assim fosse, a regra seria guarda unilateral, não a compartilhada”, disse o ministro.

O relator citou exemplos de motivos aptos a justificar a supressão da guarda, como ameaça de morte, agressão física, assédio sexual, uso de drogas por um dos genitores. Situações que, segundo Sanseverino, inviabilizam o convívio saudável com os filhos.

A turma determinou o retorno do processo ao Tribunal para novo julgamento do pedido de guarda, com a devida apreciação de provas e análise das demais questões alegadas na apelação do pai.
O número do processo não será divulgado por estar em segredo de justiça.

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PRB lança Advogado Cilom Pinto como pré-candidato a prefeito.

PRB se reuniu com o deputado Sérgio Peres e foi formalizado o acordo. O Advogado Cilom Pinto assumiu a pré-candidatura a prefeito pelo Partido e o senhor Ronaldo Schizzi declarou que ainda não tomou a decisão, se vai a vice-prefeito ou a vereador.

A reunião foi no escritório do Dr. Cilom e – queiram ou não – abre a sucessão municipal.

Os republicanos não indicaram se aceitam coligação ou não. A presidência do PRB é do Senhor Paulo Mello (na primeira foto ao lado de Cilom, de roupa preta).

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Panem et circenses, comércio de ilusões e perpetuação da miséria

Quem olha o pão e o circo santiaguense, que agora saiu do executivo e se estendeu à Feira, trazendo Leonardo e Luan Santana, deve imaginar que vivemos num paraíso.

Depois da euforia, os cantores e seus empresários vão embora, com o dinheiro do pessoal, que está deixando até de comer ou vendendo objetos de uso doméstico, roupas … para comprar os ingressos.

A cidade continuará com alto índice de desemprego, a saúde continuará no caos, sem medicamentos e sem médicos (exceção ao Hospital), as vilas continuarão sem infra-estrutura, cada chuva que vier as casas serão alagadas, os pobres continuarão cada vez mais pobres, marcados pela miséria e pela desesperança. Só as igrejas evangélicas continuarão cada vez mais florescentes.

Por mais boa vontade que eu tenha, juro que não entendo a lógica dessas feiras. Devo ser muito burro, pois jamais entendi a razão desses shows e os milhares de reais investidos nesses cantores.

Segunda-feira as filas do SINE estarão enormes. As vagas de empregos ofertadas nem de longe correspondem à demanda. Não sem razão as vilas pobres de Santiago são depositárias de mão-de-obra barata e desqualificada. Depois do show e quando cessar o efeito da cerveja, a realidade nua e crua diante dos nossos olhos.

E assim vamos indo, vivendo de ilusões, achando que tais shows trazem felicidade.

Não trazem.

Geram epenas uma euforia do momento. É como ingerir um scstasy. As classes sociais médias, medianas, remediadas e a classe alta continuarão suas vidas. com seus carrões e camionetões, com suas casas suntuosas e apartamentos bem decorados. Os pobres seguirão na miséria, correndo atrás de remédios, passando todo o tipo de privação. Morando em casebres, sem futuro, sem perspectivas e esperando uma nova festa, um novo show, um novo baile, curtindo o Silvio Santos e o Faustão. Há: se deliciando com o Datena e as tragédias … sangue, sempre sangue é o que mais vende.

Esse processo de alienação social coletivo é muito sério. Os organizadores destes eventos sabem perfeitamente que apenas vendem ilusões para as pessoas. Se houvesse empenho de 10% do empenho que fazem estas feiras, para gerar um processo educacional sadio, para equacionar o drama da habitação, da falta de moradias, da miséria e da desesperanças dos pobres, o mundo já seria diferente e o sol seria mais radiante.

Ganhar em cima da miséria e comercializar ilusões para uma sociedade inteira, é algo muito triste, muito triste mesmo.

Não tenho nada contra ninguém, sequer sei quem organiza estas feiras. Não participo disso, quero distância. Apenas faço uma reflexão para dividir minhas angústias no divã coletivo da telemática, onde me expresso porque sei que alguém interage comigo.

Poderia ser cálido?

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De Creontes, Antígonas e Tebas

Cena 1 – Os intelectuais de Santiago e região irão me criticar e ironizarão: mas o povo não sabe quem foi Antígona. Lá vem o Júlio com suas modas.

Cena 2 – Mas eu direi ao povo quem foi Antígona. Não podemos dizer somente o que o povo sabe. O que o povo não sabe também deve ser dito. Outro dia eu contei a um intelectual sobre o desafio de dançar o último tango em Santiago e eu disse-lhe que Bernardo Bertolucci era a ficção e imitava a arte e eu era a própria realidade.

Cena 3 – Sei que quase todos da polis me interpretam mal, não me conhecem, mas odeiam o que eu escrevo. Sou o maldito dos malditos. Não me enquadro e nem me ajusto. Até que diz Cena 1 – Os intelectuais de Santiago e região irão me criticar e ironizarão: mas o povo não sabe quem foi Antígona. Lá vem o Júlio com suas modas.

Cena 2 – Mas eu direi ao povo quem foi Antígona. Não podemos dizer somente o que o povo sabe. O que o povo não sabe também deve ser dito. Outro dia eu contei a um intelectual sobre o desafio de dançar o último tango em Santiago e eu disse-lhe que Bernardo Bertolucci era a ficção e imitava a arte e eu era a própria realidade.

Cena 3 – Sei que quase todos da polis me repelem, não me conhecem, mas odeiam o que eu escrevo. Mas até quem diz que não me lê, me lê. Não me enquadro e nem me ajusto. Não existo para agradar.

História Primeira – Antígona era filha de Édipo, o mesmo que matou o pai e casou com a mãe e tornou-se rei de Tebas.

História Segunda – Sófocles era como eu, escrevia peças, textos. Antígona também é uma peça de teatro e para fins de catalogação sistemática é classificada como teatro grego (tragédia).

História Terceira – Antígona era irmã de ISMÊNIA, ETÉOCLES e POLINICES.

História Quarta – ETÉOCLES e POLINICES morrem lutando às portas de Tebas. Com a morte de ambas, já tendo a desgraça atingido Édipo, Creonte, o filho de Meneceus, assume como Rei de Tebas. Eis que surge o primeiro decreto do novo rei.

O DECRETO DE CREONTE

Eteócles deverá ser sepultado com todas as honras e pompas dedicada aos heróis. Mas seu irmão, POLINICES, ninguém poderá enterrar-lhe o corpo, velhar-lhe ou chorar por ele (ele era como eu). Que fique exposto a ferocidade dos cães e abutres.

CORIFEU, O PUXA SACO – Tua vontade, ó Grande Creonte, será respeitada e que todo o povo de Tebas se torne fiscal da vontade do soberano.

DIÁLOGO DE ANTÍGONA COM ISMÊNIA

Antígona – Procuro teu auxílio para enterrar um morto.

Ismênia – O morto que Tebas renegou. Você tem audácia de enfrentar o edital de Creonte contra a ira do povo?

Antígona – Nenhum dos dois é mais forte que o respeito aos costumes sagrados, como o enterro. Meu irmão também é teu. Poderão me matar, mas não dizer que o traí.

PASSAM-SE AS HORAS

E eis que o guarda entra gritando: – Ninguém sabe o que houve, o chão está liso … o corpo, quando descobrimos a luz primeira, tinha poeira e terra.

CREONTE – Raivoso, me custa acreditar, quem teve a audácia inconcebível; quem foi?

QUEM SÃO OS CREONTES SANTIAGUENSES

Santiago não é Tebas e nem eu sou Sófocles. Mas muitos instalados em micro-poderes, pequenas Tebas, agem como se fossem creontes. O povo não é bobo, sabe onde eles estão e quem são eles.

ARTE E REALIDADE

Quando a arte imita a realidade a tragédia do teatro se volta para o teatro da vida e eis que emergem os creontes cercados de corifeus. Mas em SANTIAGO também existem Ismânias e Antígonas.

Em Santiago crianças passam fome, não existe emprego, as pessoas perderam a dignidade, a descrença nos políticos é generalizada,tudo é algo vago e impreciso e só tolos acreditam nesse discurso falacioso.

CREONTE SANTIAGUENSE

É um rei esperto, não bate, usa um corifeu para bater nos outros e agora inventaram de trazer um corifeu factóide, cujo pai já foi Creonte;

O CORIFEU DA UNIVERSIDADE

Virou um cabide de emprego. Tiraram uma família e botaram outra, o compromisso científico e tecnológico não existe, planejam governar Tebas em conluio.

OS CORIFEUS SINDICALISTAS

Não fazem luta de classe, nunca leram Gramsci ou Luckás, não lutam pelo avanço de uma consciência crítica e revolucionária, apenas usam os aparelhos para se projetarem e serem candidados medíocres nas próximas eleições.

MEDO E TERROR

Há medo generalizado em Tebas, todos se calam, uns por medo, outros por covardia, outros por omissão. E têm aqueles que fingem que cumprem suas obrigações constitucionais e legais enviando pequenos ofícios.

NA MADRUGADA

Descobriram Antígona em Santiago.

Creonte – Mas como, quem ousou me desafiar.

CORIFEU – Vamos lá para o escritório do pai e vamos ver o que faremos para destruir ANTÍGONA. Nós temos como cercá-la e isolá-la até a morte.

CREONTE – Chamem meu motorista e avisem que vou chegar mais tarde em casa.

II PARTE

Antígona não teve medo de desafiar o tirano Creonte, que decretara que o corpo do seu irmão deveria ficar exposto ao relento e devorado pelos abutres.

Nem gesto de coragem, desafiou o tirano e desobedeceu uma lei injusta.

Esse ensaio mescla aspectos da arte da vida e da vida real, numa esperança de alertar a todos para não temerem os creontes e que Antígona pode ser qualquer um de nós.

Sófocles, na arte, reservou lugar para Creonte, Na realidade, resta saber o destino dos Creontes santiaguenses.

Final, Júlio Cesar de Lima Prates chora pela separação de sua filha. Vive os infortúnios de uma paternidade negada e amordaçada. Cassado e perseguido, descobriu que o Ministério quando clamava contra a mordaça é – hoje – quem mais amordaça, saíram da condição de oprimidos para assumirem o papel de opressores. Tudo que Júlio César escreve vira crime nas mãos de uma instituição que quer vingança contra seus escritos. A vida é curta e o tempo que lhe deram para ver sua filha é mais curto ainda, ele espera viver um pouco para ver o destino dos Creontes que querem mandar em tudo e se acham donos de Tebas. Júlio César despediu-se de sua filha. Sabe que uma revolução sangrenta esta a caminho e que o destino do seu destino é o engajamento. A soberba e a arrogância do secretário deixam Júlio César de Lima Prates impressionado.  Ele aprendeu conhecer quem vive de aparência e quem têm essência. Velho e embranquecido, herdeiro de todos os paradigmas, entende o desafio do destino, sabe que viveu a felicidade e sabe o que é amargura.

A vida é curta e um erro traz um outro erro. Desafiado o destino, depois tudo é destino, só há felicidade com sabedoria, mas a sabedoria se aprende no infortúnio. Ao fim da vida os orgulhosos tremem e aprendem também a humildade. Já é tarde, Creonte se oferece em holocausto. Tebas morre com ele. O inimigo avança.

FINAL

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