Alerta da defesa civil

Alerta imediato de chuvas intensas, rajadas de ventos e possibilidade de granizos em pontos isolados, sul, oeste, capital e litorais sul e norte.

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Nota do blog

Proteger os veículos…Portas e cobertura das casas,

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Uma marcha pela família em Santiago

Deputado Federal Marcelo Brum

O clima em Santiago está muito bom. Euforia com o Jornal Expresso Ilustrado e a repercussão do trabalho do Deputado Federal Marcelo Brum.

Marcelo me convidou para almoçarmos e me fez um relato extremamente positivo da parceria que firmou com o Diretor do HCS, Ruderson Mesquita. Aliás, está eufórico.

Também, fez uma  longa abordagem das tratativas para inauguração do seu escritório político em nossa cidade. Pretende já estar com sua scania-show pronta, trará vários cantores e cantoras gospeis e pretende organizar a marcha pela família, um evento regional destinado a reunir algo em torno de 20 mil pessoas. Sobre a marcha, recebeu uma ligação da própria Ministra Damares, que pretende vir até Santiago.

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Presidente de Israel rompe o silêncio e critica Bolsonaro

O chefe de Estado de Israel, Reuven Rivlin, juntou-se aos críticos do presidente Jair Bolsonaro, que recentemente disse que os crimes do Holocausto podem ser perdoados, mas nunca esquecidos.

“Ninguém vai pedir o perdão do povo judeu, e isso nunca pode ser comprado em nome de interesses […] O que [os nazistas] fizeram conosco está gravado em nossa memória, na memória de um povo antigo”, disse recentemente Rivlin no Twitter, segundo o The Times of Israel.

O político também advertiu que os israelenses nunca cooperarão com aqueles que negarem a verdade ou “tentarem apagar isso da memória”, quer sejam indivíduos, grupos, “líderes partidários ou chefes de Estado”.

“Nunca perdoaremos e nunca esqueceremos”, twittou o líder israelense, jurando que os judeus “sempre lutarão contra o antissemitismo e a xenofobia”.

O presidente de Israel também alertou os políticos contra “desvios para o território dos historiadores”, que são responsáveis por pesquisar e descrever o passado. Segundo ele, os líderes políticos devem assumir a sua própria responsabilidade de “moldar o futuro”.

Os comentários de Rivlin ecoaram uma declaração crítica emitida pelo museu oficial do memorial do Holocausto de Israel (Yad Vashem), dizendo, conforme citado pela mídia: “Não cumpre a ninguém determinar se os crimes do Holocausto podem ser perdoados”.

Já o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, tomou o partido do presidente brasileiro, alertando que quem tentar desacreditar “as palavras de um grande amigo do povo e do governo de Israel” não terá sucesso.

O diplomata afirmou que as palavras de Bolsonaro “deixaram claro seu total repúdio pelo maior genocídio da história, que foi o Holocausto”.

“Em nenhum momento de seu discurso o presidente mostrou desrespeito ou indiferença em relação ao sofrimento judaico”, publicou o embaixador no Facebook.

Bolsonaro, considerado um firme apoiador de Israel e de seu primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, provocou debates com sua declaração durante a reunião de quinta-feira (11) com pastores evangélicos no Rio de Janeiro.

“Nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer. E é minha essa frase. Quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro”, disse o presidente, acrescentando que é preciso agir para garantir que o Holocausto não se repita.

Durante a sua viagem a Israel, Bolsonaro além de assinar acordos e documentos sobre defesa, cibersegurança e cooperação policial junto com o premiê israelense Benjamin Netanyahu, também visitou o memorial do Holocausto. (sputinik news)

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A última mamadeira

Eu sempre vivi momentos incertos em minha vida. Na verdade, a contradição sempre foi maior que meu desejo objetivo.

A destruição de minha família e a consequente separação de minha filhinha, foi o mais duro golpe que levei em toda minha vida.

Minha filhinha é um doce de pessoa. Amável e sensível, ela sabe perceber tudo. Interioriza e guarda tudo. Sei que ela vive se metamorfoseando ante a falta de opções. Porém, sempre revela-se.

Ao chegar em Santiago, sexta-feira à noite, pede-me para jantar no Batista. Todos a conhecem, é a noite do peixe. Ela escolhe peixe e uma massa. Acho que ela fica feliz, relembra todos os doces momentos.

Fica o tempo todo comigo ao redor. Desiste de brincar com as amiguinhas dela. Olha atentamente o Jornal Expresso Ilustrado e me pergunta: será que algum dia meu nome vai sair no jornal?

Mas Nina me surpreende.

Como adora Lazanha bolonhesa, comprei duas caixas. Mas, na hora de janta, decide ficar em casa e me diz que quer comer ovos fritos com galinheiro (arroz com filet) de frango. E lá vou eu para eu mercado. Mudou a rotina da janta.

Depois, fica horas conversando. Conta histórias, tenta entender essa confusão entre árabes e judeus. Me pergunta muito. Conversa com meus amigos e amigas pelo whatsapp.

Na hora de dormir, ela começa a expressar o carinho: eu sou o melhor pai do mundo, tu é incrível. Eu já sei: tenho que preparar uma mamadeira com nescau, na verdade eu compro pronto aqueles achocolatados. Ela mama, acaricia meu rosto, adora passar as mãos em meus cabelos.

Sempre repete que se sente segura ao meu lado, e dorme o sono mais relaxante do mundo. Ela sabe que é tudo contadinho, o tempo, as horas e os minutos. Esperamos decisões do poder judiciário e combatemos a defensoria pública que faz de tudo para promover a alienação parental e se vinga usando a Nina por eu defender a extinção das defensorias estaduais. Mas eu não sou de me render. Levei o debate ao Ministro Sérgio Moro e tenho certeza que muita coisa nova vai surgir no país.

Esta madrugada terminei a mais complexa entrevista que eu vou fazer: entrevistar o Jornalista e Doutorando, UFSM, João Lemes, um dos maiores sábios de nossa região e que influencia comportamentos, intercede no modo de pensar de um coletividade e – hoje – passa mergulhado nos clássicos de filosofia e da literatura mundial.

Acompanho a velocidade dos acontecimentos mundiais. Tudo está muito rápido. Assusta-me o governo de Bibi, em Israel. Já optaram por bombardear a Líbia. Noto os líderes evangélicos perdidos, pois alinham-se com as teses do Terceiro Templo, Marcos Feliciano e Silas Malafaia, dão provas de insipiência total nesse debate. Pior que eles, só nosso presidente, que faz uma confusão e chega a pregar o perdão aos nazistas e aos campos de concentração. Deu para o próprio presidente de Israel dar-lhe uma esfrega. Não considero o governo Bolsonaro e seu grupo como fascistas e nazistas, mas vejo um alinhamento ultra-complicado.

Os judeus nunca reconheceram Jesus Cristo como o Messias. Sempre anunciaram que o Messias deles viria ao mundo, daí as profecias do bezerro vermelho e a construção do terceiro templo em Israel. É evidente que o messias dos rabinos de Israel é o anti-messias (ou o anti-Cristo). Curiosamente, algumas lideranças evangélicas no país, sem a devida compreensão da geopolítica mundial e sem entender direito o quadro que se forma, passam a se alinhar com Israel. Isso é triste demais.

Cresce o racismo em nosso meio, disfarçado, mas cresce.

Tudo muda muito rápido. A velocidade dos acontecimentos é estonteante.

Nesse cenário, procuro equilibrar-me, defender-me dos ataques da direita e da esquerda, e manter minha preocupação constante com minha filhinha.

Hoje, acordei cedo. Perto das 6 horas da manhã, esquentei um mama e dei para minha filhinha. Ela mama dormido, adora um acholatado quentinho … e dorme.

Estou muito feliz com os desdobramentos locais do nosso PDT. Acho que fiz a melhor escolha de minha vida. Nosso Presidente, Bittecourt, é uma pessoa muito ponderada, sensível e altamente democrático. Não age como certas pessoas que se transformam em donos dos partidos e agem como tais.

Agradeço muito aos amigos que interagem comigo. Que sabem entender toda a complexidade que o momento exige.

São tempos novos, difíceis, redefinições em praticamente tudo. Contradições que afloram e nós seguimos nesse emaranhado.

Minha filhinha manou sua última mamadeira, dorme serena, está na mansidão divina, sabe da graça Divina e da proteção dos anjos do bem que nos rodeiam. Lemos a Bíblia. Oramos e Deus dá-nos a paz do sono e a tranquilidade para nossos espíritos viver a paz e enfrentar os infortúnios da vida.

( escrito direto e sem revisão)

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No caminho de Taquari, por Sérgio Agra

Do Blog de Ruy Gessinger

Chovia muito na véspera daquela Sexta-feira Santa. As nuvens carregadas e a fúria dos ventos emprestavam a São Jerônimo, Triunfo e General Câmara, de tão quietas e desertas, a aparência de cemitérios abandonados. O barco a vapor de Mestre Dário, o Porto Alegre, o maior da frota da Companhia de Navegação Arnt— com capacidade de transportar até 400 passageiros, dotado de camarotes, cozinha e refeitório —, enfrentara com valentia a correnteza do Rio Jacuí. Há muito escurecera quando a embarcação, finalmente, enveredou para o Rio Taquari, por onde alcançaria o embarcadouro da cidade a que dera o nome. No porto, apesar do dilúvio, Nenê Agra, meu avô, lá estava, abrigado do torrencial aguaceiro, no volante do seu Prefect estrategicamente estacionado o mais próximo possível do cais, à nossa espera.

Após o tormentoso desembarque, envolvido pelo afetuoso abraço avoengo e perguntado como fora a viagem, eu jurara que jamais faria outra jornada a bordo de balouçantes embarcações, não nas condições de tempo como o daquela noite. Minha mãe, sempre prestimosa aos meus caprichos, aquiescera e, para me sossegar, conjeturara que, dali para diante, as excursões àquele pequeno e bucólico lugarejo se fariam no automóvel de meu pai. Esta decisão, no entanto, não passaria de uma única e desgastante experiência, às vésperas do Natal daquele mesmo ano.

A rodovia — então extremamente precária — era, em alguns trechos, de chão batido. A poeira, erguida pelos automóveis que trafegavam no sentido contrário, cegavam a visão de meu pai, sem considerar as pedras que eram lançadas com violência pelos pesados caminhões deixando suas marcas na pintura da lateral do carro. Em dias de chuva a estrada transformava-se em verdadeiro atoleiro, e não guardavam, a qualquer tempo, o fascínio das viagens, mesmo nos barcos a motor, que sucederam os antigos vapores impulsionados por caixas de roda.

Ao se partir de Porto Alegre, antes de alcançar o delta do Rio Jacuí, vislumbravam-se das vigias dos camarotes as Ilhas da Pintada, da Pólvora e das Flores para, aí sim, se iniciar a subida do leito sinuoso dos rios Jacuí e Taquari, margeado por densas matas nativas que presenteavam com deslumbrantes cenários a cada meandro. Ao longe e em dias de intensa claridade, a uma distância de quatro quilômetros do porto da cidade, quando o vapor iniciava uma longa e suave curva para a esquerda, apoiado nas balaustradas, eu avistava por entre a copa das árvores do bosque que ainda hoje circunda a pequena povoação, primeiro, o campanário da Igreja Matriz São José de Taquari, na elevação da Rua Sete de Setembro; aos poucos, os altos muros e os telhados já sem cor definida dos antigos sobrados no estilo açoriano. Mais próximo, eu distinguia, tal sentinela, a possante águia esculpida em granito na cumeeira do solar de meu avô. A ave parecia premonizar a chegada de seus hóspedes.

Na casa avoenga vivenciavam-se verdadeiros festivais de aromas e sabores indescritíveis que se perpetuariam na minha memória: a essência do óleo de peroba nos móveis antigos, o perfume dos jogos de cama lavados e caprichosamente engomados, os eflúvios da goiabada, ou do doce de abóbora recém-feitos em tachos de cobre pela avó, que se evolavam por todos os recintos do casarão. O avô não cabia em si de contentamento com a visita do primeiro neto. Prometia, para o dia seguinte, uma ida ao orquidário para exibir os novos espécimes de sua coleção e as medalhas mais recentes, fruto dos lauréis nas exposições.

Na companhia de meu avô eu fruía, naquela hora preguiçosa de pós-almoço, do suave e inusitado prazer em aspirar a adocicada fragrância da fumaça do crioulo e ver o fumo caprichosamente desbastado e enrolado com habilidade na folha de palha. Eu era tomado por assomos de risos ante os “causos” então narrados com fina ironia — traço marcante do ancestral — das gafes e trapalhices de alguns confrades da aldeia. Meu avô inventava, mesmo ante minha ingênua curiosidade, anedotas contando as sandices de antigo administrador da cidade.

Nos feriados prolongados como aquele, a casa, após o almoço, era invadida pelo alarido dos demais netos, a despeito dos clementes pedidos de minha avó para que guardássemos silêncio, afinal a sesta era sagrada para o velho orquidófilo e exímio inventor de histórias. Era, então, permitida a incursão do alegre bando à Lagoa Harmênia.

Para alívio de minha avó, o descanso do patriarca estava salvo.

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A educação domiciliar não é bicho de sete cabeças

Educação domiciliar é uma modalidade de ensino que os próprios pais ensinam os saberes, português, matemática, biologia, física, química …, para seus filhos no recôndito do lar.

Estou procurando um artigo meu, escrito em 1978, quando já defendia esta modalidade de ensino. Aliás, sempre fui adepto do ensino domiciliar, inclusive em minhas petições, em juízo, envolvendo a Nina, sempre deixei claro isso.

O que acontece é que os pais, hoje, não educam seus filhos, têm um contato mínimo e transferem tudo para a escola.

No projeto do governo federal, quem quiser educar seu filho em casa, obedecendo diretrizes, como é nos EEUU e em mais de 70 países, educa. Quem não quiser, que siga com a escola pública e ou privada.

Não se trata de um bicho de sete cabeças. Existem pais que se dedicam aos filhos. Meu maior sonho era poder educar minha filha e não simplesmente transferir a escola sua formação.

Eu me sinto em condições de formar minha filha. Tempo, o pai ou a mãe que quiser, acha, desde que seja um Pai ou uma Mãe, tal como a Bíblia defende. O pai provedor e a mãe cuidando do lar e dos filhos.

Eu não sou contra as escolas, de maneira nenhuma. Mas acho que deve haver liberdade de escolha e não autoritarismo imposto pelo Estado.

Sei que isso soa estranho, como tudo que é novo. Mas acredito que esse projeto passa no congresso nacional e é melhor já irmos aceitando tal concepção.

Isso é como o voto obrigatório. Logo, o governo tornará o voto facultativo em nosso país. Excelente ideia. Vota quem quer. Quem não quer, que não precise ficar pagando multas e sendo trancado em inscrições para concursos.

O novo – geralmente – assusta. Mas precisamos estar abertos ao novo, a começar pelo amor aos nossos filhos, cuja formação é transferida sempre a terceiros, justamente pela desagregação da família. Hoje, nossos filhos são criados pelas domésticas, pelas escolinhas, por terceiros e pelas escolas. A alegação de que os pais precisam trabalhar soa tão comum porque estamos acostumados com a mulher jogada no mercado de trabalho, muitas vezes explorada em fábricas, lojas, quando se papel deveria ser outro.

O resgate pelo Estado do verdadeiro papel da família, passa pelo incentivo a que os pais se voltem para seus filhos, com dedicação, amor e carinho. E o ensino domiciliar é um dos pontos que aproxima os pais de seus filhos e ajuda a manter a família unida.

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