Sobre rações e aviões, do ponto G ao PT

Acerca dos investimentos chineses, o que mais se nota é que a mão-de-obra empregada, ao contrário do que pensam os que buscam tais investimentos, é quase toda ela  chinesa. Eles não geram empregos diretos como se imagina que uma eventual fábrica traga. Evidentemente, alguns empregos indiretos sempre se geram.

A linha de atração de investimentos do Senhor Guilherme Bonotto, defendida para Santiago,  é perfeita sobre a busca de atração relacionada com a matéria-prima e associada a expansão de fábricas dentro de um mesmo Estado, como existe no Vale do Sinos, na grande Caxias do sul. vale do Taquari, região celeira do Estado …

Fábricas gaúchas em busca de expansão, falando apenas na área de rações, existem muitas, cito aqui apenas a Nutrepampa de Independência, Bagetti de Carazinho, Santo Cristo de Santo Cristo, a Cotribá e a Cotripal de Panambi, a ADS de Estrela …

De qualquer forma, é elogiável que se debata a busca de redefinições de matrizes econômicas, especialmente nessa metade do Estado.

Nós temos bem claro que a permanência dos quartéis do exército no sul é apenas uma questão de tempo. O exército se justifica, hoje, muito mais no norte, qualquer estudioso de nossa geopolítica sabe disso. O epicentro dos conflitos de fronteiras deixaram de ser o sul e estão estampados nas relações com a Venezuela, Bolívia, FARCs … com a fronteira aberta do amazonas, com o tráfico internacional de armas, drogas e minerais.

Santiago, RS, tem quatro quartéis. O que justifica a presença de uma zona altamente militarizada, se não existem conflitos? Estou apenas perguntando. Analisando a conjuntura das Américas, fica evidente que o deslocamento dos nossos quarteis para o norte é até uma questão de tempo.  Nós não corremos o risco de sermos invadidos pelos argentinos e uruguaios. Mas corremos o risco real de sermos invadidos pelos caças venezuelanos, a despeito de nossos imbecis ignorarem a potência que representam os sukhoi Su 30, capazes de lançar mísseis de longo alcance, bombas inteligentes e também de levantar vôo de Caracas e atingir Brasília. E são 24 destes poderosos caças russos.

Todos sabem do sonho de Trump em usar os manipuláveis dos Bolsonaros para invadir o país vizinho. Qual será a primeira consequência disto? Deslocar contingentes militares do sul para o norte.

Alguém imagina Santiago e região sem os doze milhões/mês jogados em nossa economia?

A geopolítica – num eventual caso de redefinição da concepção de guerra de fronteiras – ensejará o deslocamento de muitos quarteis do sul para o norte.

Isso é uma hipótese altamente viável.

E a economia local como ficará sem os quartéis?

Pensar a médio prazo, talvez nem tão médio assim, é orar pela prisão dos Bolsonaros, afinal estão atolados, só não vê quem não quer, e colocar Mourão no poder, que, pelo menos, entende bem mais da arte da guerra que Eduardo Bolsonaro.

Se tudo o que está desenhado acontecer, vamos precisar bem mais que uma fábrica de rações. E orações  … de uma candidata a ministra maluquete que diz que o Ponto G da mulher é uma invenção do PT e quem vai salvar o Brasil são as igrejas evangélicas.

E nem estou falando que o Putin é um estratego. Qualquer anormalidade, desloca seus submarinos para defender o companheiro Maduro. Ou Kamarada, com K.

 

 

 

 

 

 

 

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Jango, coração e mente

Há 42 anos, no dia 6 de dezembro de 1976, aos 57 anos de idade, meu pai, João Goulart, sem poder voltar ao Brasil, morreu no exílio em sua fazenda de Mercedes, Argentina.

Durante toda a sua vida pública, trabalhou incansavelmente para construir um país justo, democrático, de igualdade e união, onde as diferenças fossem respeitadas e o trabalho dignificado.

Vítima da violência e da intolerância da ditadura, sofreu a dor e a solidão do exílio, mas sempre continuou trabalhando com honestidade e doação, e mesmo diante de inúmeras calúnias e humilhações, nunca deixou de sonhar nem de lutar por um Brasil para todos.

Não há palavras que consigam reproduzir minha gratidão e meu amor por tudo o que ele foi e continuará sendo: uma luz que ilumina meu caminho e inspira meu coração.

Maior exemplo de amor, integridade e generosidade, nunca será esquecido.
Deixa infinita saudades e a mais absoluta certeza de que sua luta não foi em vão.

Denize Goulart

Espaço Jango

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Bases para um debate sobre o desenvolvimento socioeconômico de Santiago

A base da economia santiaguense, historicamente, foi assentada no setor primário. Isso, entretanto, não quer dizer que não tivéssemos tentativas de ensaios industriais, mesmo que inexitosos, tivemo-os. A tradição oral registra que nos idos de 1922, tivemos uma grande fábrica de sabonete e derivados, de propriedade de José Piva. Da mesma forma, registros orais precários dão conta de grandes moinhos locais que atuavam decisivamente na industrialização da matéria-prima relacionada com a produção agrícola, especialmente o trigo. Na esteira, surge
na atualidade, o inimaginável: o prefeito Tiago Lacerda, na China, atrás de uma fábrica de rações. Não temos matéria-prima, não temos água, não temos energia, não temos esmagadora de grãos, duvido que os chineses embarquem nessa.

No ano de 2002, dia 05 de dezembro, publiquei um artigo intitulado A LIGA SANTIAGUENSE DE METAIS REPUGNANTES, sendo que naquela ocasião teci uma contundente crítica a ausência de registros históricos sérios, bem como a ausência de pesquisas capazes de nos fornecerem instrumentais teóricos fundamentados acerca de nossa própria história, afinal, mal sabemos quais foram os grandes ciclos econômicos de Santiago e região.

Genericamente, sabemos alguma coisa acerca da pecuária no Estado Novo, vagamente sobre período liberal-democrático de 46 a 64 e, finalmente, nos governos militares pós 64, especialmente o boom agrário com a cultura extensiva de soja, trigo, arroz e o fomento oficial, a leitura é mais clara, razão pela qual derivaremos dela em diante. Nem mesmo sobre o Moinho Santiaguense, raiz da Cooperativa Tritícola, temos registros e análises confiáveis.

Dos primórdios, conhecemos longos processos primários assentados na pecuária, ora com hegemonia da produção ovina, ora com a hegemonia da produção bovina.

É, da mesma forma, dessa ovinicultura expansiva que florescem as grandes raízes da cooperativa rural, que recebia e comercializava grandes quantidades de couros, pelegos e lãs. Entretanto, a luz do desenvolvimento econômico, fica claro dentro da perspectiva histórica, que essa cooperativa, apesar de pujante pela força da produção local, não passava de uma atravessadora e sua função de resumia a receber e revender a produção.

A cooperativa rural sempre foi um foco de produção política e de ideologia, tanto quanto a cooperativa tritícola. Embora, na cooperal, notássemos a presença de líderes de esquerda, entre eles, Valentim Cardoso da Silva, Níssio Castiel, Jéferson Silveira, Rubem Lang, entre outros, remanescente da velha guarda petebista, é notório que os mesmos nunca conseguiram controlar a máquina cooperativa por dentro, quando muito conseguiram compor com a direita, indicando Valentim Cardoso da Silva como diretor comercial, enquanto a presidência ficava sempre com um indicado pela ARENA.

Até hoje não se sabe por que tais cabeças, que geravam a cooperal, não pensaram em ampliar as atividades produtivas, por exemplo, com a construção de um frigorífico. Nem mesmo pequenas e médias cardarias foram concebidas como tentativa de ensaio industrial, visto que a lã era toda simplesmente vendida para fora. O mesmo raciocínio vale para a ausência de industrialização do couro, naquela época de abundância.

Embora tenhamos uma análise errada acerca dos fomentos por bancos públicos para a pecuária, foi à agricultura que ganhou maior visibilidade. Mas isso não quer dizer que os governos militares não tenham dado grandes fomentos e insumos subsidiados a atividade pecuária. A ideia de Delfim Neto de crescer para depois repartir o bolo, apenas gerou um distanciamento de classe muito grande, tornando os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Grandes fraudes marcaram essa época, do adubo papel da agricultura, às notas calçadas de insumos pecuários, um imbróglio onde quase todos eram cúmplices uns dos outros, esquerda e direita.

A verdade é que bastou uma pequena escalada inflacionária, com juros diferenciados, e a concepção assistencial-paternalista da cooperativa rural não resistiu a modernidade financeira e nem soube se ajustar às novas regras do mercado. Ruiu-se, assim, um dos grandes símbolos da pujança do município, gerando o desemprego direto e indireto de centenas de famílias e obrigando os produtores primários a ficarem reféns de novos e atravessadores ou a venderem sua produção em outras praças. De qualquer forma, uma fórmula arcaica de gestão, foi responsável pela desarticulação dessa cadeia primária ligada a pecuária.

No campo político-ideológico, a cooperativa rural produzia líderes políticos mais conservadores, mais reacionários e altamente identificados com a ditadura militar. Boa parte dos remanescentes da então ARENA 1 vinham de suas hostes. Já a Tritícola, também foco de fomentação político-ideológica, vinha com um outro perfil, nem tão conservador e nem tão reacionário. Mas nem por isso deixava de ser um outro símbolo das bases da economia municipal e daí derivavam-se outros tantos valores que marcaram nossa sociedade. Portanto, esse outro símbolo da pujança municipal, a cooperativa regional tritícola santiaguense, tem em seu histórico administrativo-gerencial descalabros e descontroles ainda piores que os da cooperativa rural, se é que se pode assim falar.

A própria natureza dessa atividade agrícola, quando em seu auge, no governo militar, foi marcada por fraudes, golpes contra instituições bancárias, falcatruas de grande monta envolvendo o famoso caso do adubo-papel que resultou na prisão de líderes da oposição, entre eles, Arizoli Gindri e Antenor Bazzana, na verdade injustiçados. Pois também essa concepção cooperativa da tritícola, sempre se reduziu a intermediar a compra e venda da produção e nunca houve – na prática – tentativas de redefinir valores agregados. Assim, nunca se importaram em implementar uma fábrica de óleos, uma fábrica de rações, um porto seco… e tudo sempre se resumiu a compra e venda da produção, malversação de recursos dos associados, liberações de empréstimos de forma totalmente irresponsável e desvinculada da realidade, em suma, de todos esses expedientes escandalosos que hoje vieram à tona.

Essa breve introdução é necessária à luz de uma reflexão que pretende levantar algumas discussões sobre as bases do desenvolvimento sócio-econômico de Santiago. Nossa economia municipal apresentada indicadores claros, com a fatia do comércio sendo inexpressiva perto dos serviços, com uma parcela expressiva de recursos jogados na economia com os salários dos funcionários públicos, sejam eles municipais, estaduais e federais, públicos ou privados. No que tange a indústria, o índice é vergonhoso e nem chega aos 10%.

Qualquer debate afeto a uma busca de redefinição, passa, necessariamente, pela análise de nossa estrutura fundiária e, ao contrário do que muitos pensam, temos uma grande concentração de pequenas e médias propriedades. Entretanto, não temos agroindústrias e nem uma política para esse setor.

O desemprego, em Santiago, atingiu níveis alarmantes. Todos se queixam que nos faltam empregos e que e dizem que é preciso industrializar Santiago. E aqui, inicia-se o grande debate e aquela perguntinha mágica: como? A ideia de Júlio Ruivo sempre foi a de que era necessário fomentar as cadeias produtivas locais, investindo na base primária local e suas respectivas matérias-primas. Parece-me, salvo melhor juízo, que essa é a ideologia dominante no PP santiaguense. Tiago Lacerda, quer ser diferente, por isso foi passear ornamentado de gaúcho na China comunista de Mao Tsé Tung. Acreditem: em busca de uma fabriqueta de rações.

Pretendo com esse breve ensaio demonstrar que duas questões são essenciais para o debate. A primeira delas, é que já perdemos oportunidades históricas de industrialização de nossa matéria-prima, especialmente quando do advento de concentração de poder nas cooperativas rural e tritícola. Nessa ocasião, o que pautou nossa mentalidade foi a mera intermediação de compra e venda. A segunda questão relevante nesse debate, é que o então prefeito José Francisco Gorski, ao ensejo da correta leitura que teve do desenvolvimento das forças produtivas locais, interveio na realidade econômica do município, fomentando a instalação da BRASPELCO como uma tentativa clara de redefinição do eixo econômico. Guilherme Bonotto, candidato das oposições em 2016, foi quem apresentou a melhor proposta de redefinição do eixo sócio-econômico de Santiago. Jogou com todas as premissas certas.

Chicão auspiciou jogar Santiago num ciclo desenvolvimentista e industrial, rompendo com o isolamento da região (adstrita ao setor primário e presa à velha conceptualização econômica) e imaginou atrair novos investimentos, pois a própria concepção industrial, em si mesma, exigiria incremento de infra-estrutura e demandas associadas. O raciocínio de Chicão e seu staff planejava a modernização do aeroporto, geração de emprego e renda na esteira da indústria, especialização de mão-de-obra local, incremento de arrecadação tributária e amplo aquecimento da economia, afinal seriam quase 500 empregos diretos e isso formaria um público consumidor com demandas que envolveriam desde imóveis, até vestuários e alimentos, entre outros.

A rigor, Chicão jogou com todas as premissas corretas. O fracasso do investimento, a rigor, não está associado a vontade do executivo municipal, que fez o que era possível. Mas, do empreendimento, deve ficar uma lição, pois a concepção do projeto BRASPELCO abria sérias críticas sobre eventuais entornos produtivos que não se formariam, era questionado, ademais, por trazer a matéria-prima de fora e também por ser uma tentativa brusca e desvinculada da base produtiva do município. É certo que fatores de economia e mercado internacional, mercado dolarizado, entre outros, contribuíram para o insucesso do empreendimento. O mesmo raciocínio vale para a fabriqueta de rações concebida pelo pior governo da história de Santiago: Tiago Lacerda, que quer uma fábrica ou fabriqueta sem apresentar matéria-prima, e onde falta tudo. Santiago tem sério problema de abastecimento de água. Falta água, milho, energia trifásica, esmagadora de grãos e – acreditem – faltou um debate sério com os setores produtivos e não houve debate sequer sobre um eventual arranjo produtivo. Cadeia produtiva é coisa que esses meninos com a cabeça no SEBRAE sequer entendem.

A atual crise financeira internacional começa a ter reflexos no município de Santiago. Estima-se que, aproximadamente, 12 mil pessoas vivam fora, por terem ido buscar trabalho formal no Vale do Sinos, Caxias e Bento, Alto e Baixo Vale do Taquari, região fumicultora da grande Santa Cruz, Vale do Sinos e até nos polos metais mecânicos de Ijuí, Horizontina e adjacências.

Assim, é dentro dessa perspectiva, nesse quadro, nessa conjuntura, que se começa a refletir sobre as bases para se criarem empregos locais e – supletivamente – emerge o debate sobre industrialização. O que nos salva, incrementando e fomentando o comércio local, são as folhas dos servidores militares da União e – em menor grau – do Estado federado e do ente municipal. Se fôssemos depender de nossa capacidade de articulação e inovação industrial, científica e tecnológica, meu Deus, chamem Olavo de Carvalho, que sabe tudo de tudo.

As análises históricas já nos mostraram que tivemos quadros propícios a tais investimentos agroindustriais e os deixamos completamente de lado, com a ascensão e queda da cooperativa rural e tritícola. Da mesma forma, do complexo quadro que se desenhou a partir do fracasso da BRASPELCO, é necessário extrairmos lições, pois ficou evidente que ensaio industrial sem ocupação da matéria-prima local e sem gerações de entornos afins, correm sérios riscos quando expostos a crises externas.

Hoje, é necessário pensarmos em ações integradas, envolvendo os centros de produção de saberes científicos e tecnológicos e a adoção de uma visão política que leve em conta as potencialidades locais. Do contrário, estaremos sempre fadados ao insucesso, seja por não sabermos ler corretamente os processos históricos e nem deles tirarmos as lições necessárias. Nesse contexto, o papel da URI deveria ser mais interventor, assim como das escolas técnicas, do fomento público e da urgente instalação de um núcleo que pensasse a produção científica e tecnológica em Santiago.

Nosso atraso está expresso na revelação bombástica de que a URI, finalmente, reconheceu os cursos EADs, o que sempre combateu. Entramos na telemática educacional com mais de uma década de atraso, assim como a fábrica de rações, essa com algumas décadas, que remontam os tempos áureos da cooperativa tritícola. Mas, nunca é tarde para ser feliz e sonhar, mesmo que seja um sonho ilusório. Afinal, a ilusão é irmã siamesa do vendedor de sonhos, sem ser Augusto Cury.

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Corrigir defeitos genéticos nos embriões: a ciência nos limites da ética Há décadas, cientistas buscam criar um método seguro, eficaz e eticamente aceitável para tratar as doenças genéticas

Leia a matéria completa da Revista Veja:

Existem cerca de 8.000 doenças genéticas e não há cura para nenhuma delas. Como corrigir um erro genético presente em cada uma das 37 trilhões de células do nosso corpo? Há pelo menos meio século os cientistas se debruçam sobre pesquisas que um dia levem a um método seguro, eficaz e eticamente aceitável para transpor esta enorme barreira científica.

Continue lendo “Corrigir defeitos genéticos nos embriões: a ciência nos limites da ética Há décadas, cientistas buscam criar um método seguro, eficaz e eticamente aceitável para tratar as doenças genéticas”

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E se a moda pega…inclusive aqui em Santiago e região

Matéria do blog O Antagonista

“Vamos pegar os grandes barões da droga”

Brasil 05.12.18 08:24

O general Guilherme ​Theophilo, em entrevista à Folha de S. Paulo, disse que uma de suas prioridades no ministério de Sergio Moro será identificar “gente do colarinho branco” envolvida no tráfico de drogas.

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4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul absolve o Prefeito Osvaldo Froner

JUSTIÇA ESTADUAL RS – DISPONIBILIZADO EM : 30/11/2018
PORTO ALEGRE
4ª CAMARA CRIMINAL
NOTA DE EXPEDIENTE N. 779/18

0009-70073863912 (CNJ: 150506-85.2017.8.21.7000)

0009-70073863912 (CNJ: 150506-85.2017.8.21.7000)-CRIMES AMBIENTAIS-CAPAO DO CIPO (0/21400037310)-MINISTERIO PUBLICO , AUTOR(A); OSVALDO FRONER , PREFEITO MUNICIPAL DE CAPAO DO CIPO RS, GESTAO 2017-20 (ADV(S) VALDIR AMARAL PINTO-OAB/RS 7319, ISAQUE DOS SANTOS DUTRA-OAB/RS 83401, JULIO CESAR DE LIMA PRATES-OAB/RS 87557).

“A UNANIMIDADE, JULGARAM IMPROCEDENTE A ACAO PENAL INSTAURADA CONTRA OSVALDO FRONER, ABSOLVENDO-O DA IMPUTACAO DO CRIME PREVISTO NO ART. 48 DA LEI N° 9.605/98, COM FUNDAMENTO NO ART. 386, INCISO VII, DO CODIGO DE PROCESSO PENAL. “.

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Aberto o debate sucessório municipal em Santiago

As peças nos tabuleiros municipais começam a se movimentar; mais cedo do que se imaginava. Em Santiago, o PP vê-se diante de um dilema. O atual prefeito se auto-proclamou candidato, antecipando-se à convenção. Tiago Lacerda não é consenso nem de longe. O candidato dos convencionais é Júlio Ruivo. Porém, o problema não é o único. Existe o fator Cláudio Cardoso, que é – hoje – a maior liderança de Santiago e mais forte que qualquer outro nome dentro do PP. A questão é que Cláudio Cardoso não está nas mãos de nenhum grupo dominante, mas é o único nome forte capaz de enfrentar Guilherme Bonotto. Está nas mãos de Deus, o que é bom e ruim para quem pensa o PP.

Guilherme se tornou o nome mais forte da oposição. Milhares de pessoas dizem-se arrependidos de não terem votado nele. Ademais, poderá ter como vice o atual deputado Miguel Bianchini, o que fortaleceria a chapa sobremaneira. Mas tem outras opções e a maior delas é Toninho Gomes.

Mas sobre o futuro do Deputado também pairam incertezas. Muitos alegam que ele não aceitaria compor com Guilherme. Outros, dizem que ele empreenderá uma carreira solo, kamikaze. Muitos setores, maldosamente, já anunciam que Bianchini vai concorrer a vereador. Pessoalmente, não creio nessa hipótese, embora remotamente ela exista.

A questão é mesmo cruel. O maior nome das oposições – hoje – é Guilherme Bonotto, que, embora derrotado em 2016, acabou revelando-se um grande líder, aglutinando a oposição, debatendo e nunca recuando. Manteve suas propostas e não abriu mão dos seus ideais. E é sempre beneficiado pelos estragos do governo Tiago, acreditem, que foi na China comunista atrás de uma fabriqueta de ração.

Bianchini não une ninguém da oposição. Sua natureza de lobo solitário não o credencia para unir a oposição. Saiu enfraquecido da eleição municipal e debilitado face ao confronto com Ruivo. Ou ficará fora do cenário político local ou aceitará compor como vice de Guilherme Bonotto.

Em suma, todos estão com problemas e graves problemas. O PP não sabe como se livrar de Tiago, que faz um péssimo governo, beligerante, sempre pautado pelo confronto e – ademais – responsabilizado diretamente pelo alto fracasso de Júlio Ruivo. Curiosamente, quem torce por Tiago é Guilherme Bonotto. Da mesma forma, a oposição precisa de Gisele Ribeiro e a baderna completa na saúde, é quem mais joga água no moinho da oposição.

Ruivo não tem desgaste, (exceto sua própria esposa, que é monumental); sua marca é de um governo bom, e todos sabem que os milhares de votos que perdeu se deram pelo desgaste do desastroso governo municipal de Tiago Lacerda, pois o município virou um palco de conflito, a começar pela saúde; faltam médicos, medicamentos… Os vereadores sonham com a volta de Ruivo.

O staff do PP sabe que o sonho de Guilherme é concorrer com Tiago. E o sonho de Guilherme é concorrer com Tiago. Júlio Ruivo poderia tornar o pleito mais competitivo.

Resta saber a posição do PT, mas é quase certo que terá chapa própria.

E as bancadas, sem coligação na proporcional, sabem que vem o desastre. O PP não só pode manter os nove vereadores, como pode até ampliar sua bancada. Isso é real e assombroso.

Nessas alturas, certo mesmo é o consenso em torno do nome de Guilherme.

Bianchini têm vários caminhos. 1 – Aceita ser vice de Guilherme. 2 – Se joga numa carreira solo a prefeito, suicida. 3 – Fica fora de tudo. 4 – Concorre mesmo a vereança.

O PP terá que se definir. 1 – Tiago. 2 – Ruivo 3 – Cláudio Cardoso ou cria um alternativa com o nome de Rodrigo Gorski, que agora aceita compor a majoritária.

Cláudio Cardoso não aceita mais ser vice de Tiago, essa posição está tomada. Ou concorre a Prefeito, onde é o nome mais forte de Santiago, ou vai se dedicar a obra de Deus.

Existem projeções de todos os lados e todas as hipóteses serão testadas.

E é um cenário para ninguém botar defeito. E onde tudo pode acontecer. O foco passa a ser a convenção do PP, na situação. E, na oposição, todos se voltam para o nome de Guilherme Bonotto.

Dúvidas? Sim. Bianchini, Cláudio Cardoso, Rodrigo Gorski …

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