Eu fracassei

Uma excelente reflexão do youtuber Felipe Neto acerca do fracasso, nossos erros e acertos. Vale a pena assistir, são onze minutos de um aula de sabedoria, especialmente de nossas tentativas erradas diante da vida.

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Somos os dados ou o movimento?

* Marcília Rosa Periotto

“Senhores, façam suas apostas”, ordena o bookmaker aos jogadores frente ao veludo verde. A sorte está lançada, os dados são jogados e a roleta incessantemente gira. A geopolítica atual mostra uma tentativa de nova ordem em andamento, assentada em velhíssimas estruturas.

Russos, chineses e norte-americanos objetivam, individualmente, em corroer as bases dos inimigos robustecendo as suas próprias. O vencedor sairá das mãos mais hábeis, dos exércitos mais bem formados, da capacidade de destruição das armas possuídas e da inteligência na manipulação das variáveis na disputa.

Não se sabe se a vitória apontará para um futuro coletivo ou as batatas queimarão junto ao que restará de humanidade após o desenlace final entre as potências mundiais. O que se decide no bojo dessa luta insana não é a especificidade das nações em contenda, mas a possibilidade de continuidade da vida no planeta. Da mais civilizada nação até aos recônditos lugares, do indiozinho que ainda não foi detectado nas florestas sobreviventes, todos seremos alcançados por uma guerra que não é nossa, mas dos que desejam manter a dominação sobre os viventes para unicamente privilegiar outros poucos viventes.

A estratégia norte-americana, desempenhada por Trump, mas elaborada nos subterrâneos da Casa Branca ou Pentágono aponta, à primeira vista, para um isolamento do Império cambiante. O móvel que o anima não é a certeza de vencer sempre, mas a certeza de que se não lutar as chances de permanecer vivo são cada vez mais remotas.

Contrariamente ao tempo da Guerra Fria, na qual se enfrentava um único inimigo e já em desvantagem de forças, os embates atuais contam com parcerias que podem se desmanchar rapidamente na medida em que as intenções megalomaníacas de Trump ficam evidentes, atuando no sentido de conformar o mundo aos interesses do Império que representa.

O lance mais genial da história enquanto método explicativo repousa exatamente em não apontar a priori, com nitidez e absoluto sucesso, quem sairá vencedor da peleja entre Deus e o Diabo no pobre planeta quase sucumbido. Entretanto, exige que se reconheça que a postulação de uma nova ordem pela nação até então dominante é a expressão de uma necessidade histórica urgente e da qual depende, inexoravelmente, a posição de dominância que se pretende conquistar.

Os EUA encontram-se diante do dilema shakespeariano- “ser ou não ser”. Abdicar do enfrentamento ou não ter acumulado forças para isso custará caro ao Império, deixando de ser e se submetendo aos ditames dos mais fortes, exatamente a situação inglesa depois de perder o posto majoritário pós- 1ª Guerra Mundial. Houve a primeira, a segunda e a terceira ainda está em gestação, embora o marinheiro afirme o Brasil dela ter participado.

Entramos na terra da fantasia, mas nenhuma fantasia supera o triste fardo da realidade. Por outro lado, forças ansiosas por um novo desfecho histórico se aglutinam e se veem estimuladas a traçar um novo mapa mundial.

A luta é entre Titãs e qualquer que seja o resultado e na ausência de uma organização mais consequente dos trabalhadores, no que restou dessa classe, ou da não compreensão do movimento, nas suas condições mais gerais e nas especificidades em que se realiza, está o segredo do que virá.

Hábil, a história joga os dados e os homens se posicionam frente às roletas viciadas esperando que o advento da Sorte e da Fortuna penda para o lado que lhes convém.

Doutora pela Unicamp, Pós-Doutora pela UFMG, Professora associada da universidade estadual de Maringá.

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General Paulo Chagas ataca filhos de Bolsonaro.

Num tuíte publicado na noite deste domingo, 20, o general Paulo Chagas, que disputou o governo do Distrito Federal, começou a vocalizar a crescente insatisfação dos militares com a conduta dos filhos do presidente Jair Bolsonaro; “O Brasil não é uma Monarquia e a Família Bolsonaro não é a Família Imperial. Os filhos do Presidente não são Príncipes Herdeiros. Temos que separar as coisas. Filhos são filhos, políticos são políticos. Não são herdeiros da “Cadeira Presidencial”, nem membros do governo”, disparou, no Brasil 247.

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Marcelo almoça com os governadores Leite, RS, e Dória, SP.

O deputado federal santiaguense Marcelo Brum foi convidado pelo governador Eduardo Leite para um almoço nesse domingo; participou do almoço o governador Dória de São Paulo.

Marcelo cresce muito nas bolsas de apostas e é assediadíssimo pelos tucanos, que lhe admiram muito.

Tanto Dória quanto Leite são candidatíssimo a presidência da república.

Sei de coisas que não posso contar agora, mas posso assegurar que Marcelo apenas está iniciando a alçar seus voos. Vai longe é um ungido. Anotem.

Marcelo Brum e o governador de São Paulo, Dória, em almoço, no dia de hoje.

Marcelo está prestigiadíssimo entre as mais altas cúpulas partidárias do país.

 

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Reflexões de um sábado para domingo

Minha filhinha está passando 15 dias comigo. Vivo momentos raros e de profunda alegria. A tarde, vai na piscina, com as amiguinhas. A noite, brinca com as mesmas amiguinhas. Nina é um doce, amável, carinhosa e afetuosa. Uma criança rara. Tudo para ela está bom.

Nesses momentos em que fico longe dela, penso muito. Leio notícias e reflito, especialmente o mundo que minha filha, com 8 anos hoje, herdará.

Sou muito grato aos amigos e bons amigos que tenho. Amigos de 30, 40 anos, os quais redescubro-os pelo face e amigos dos dias atuais. Agradeço ao amigo Vilson Soares dos Santos, um grande empresário gráfico, pela amizade e solidariedade. Um ser humano raro e de uma ética incrível.

Não menos amigo e no mesmo padrão, Giovani Diedrich, outro ser humano fabuloso. No mesmo rol, incluo o Ruderson Mesquista, o Márcio Brasil, o João Lemes, o Cassal, a Cris, Dona Terezinha Loureiro, o Girelli …

É claro que tenho uma plêiade de amigos fora daqui, isso é incontável e inegável. Me refiro nessa postagem aos amigos de perto, do convívio, do dia-a-dia.

Por outro lado, fiquei profundamente grato ao amigo Marcelo Brum, parceiro do dia-a-dia, amigo de longos anos.

O Marcelo é um ser diferenciado, ungido e abençoado. Mesmo depois das eleições, nunca deixou de me enviar reflexões bíblicas e surpreendeu-me, dias atrás, com um agradável convite. Infelizmente, com meus afazeres, abdiquei, mas vi mais presentemente o quanto o Marcelo é justo e sabe reconhecer as atitudes dos que o cercam. É um predestinado, sua caminhada e sua obra recém está iniciando.

Tive amigos que se afastaram de mim por causa do alcaide. Mas esses,  nunca foram amigos de verdade. Tive amigos que se afastaram pela questão política, esses eu entendo. Tenho amigos, que só me procuram quando precisam de algum favor, esses são normais.

Tenho aqueles amigos transitórios. Isso é normal em todas as relações de amizades.

Hoje, noite de sábado, levei Nina para brincar. Depois, fiz um caldo de batata inglesa com cenoura. Delicioso.

As horas passam. Vejo as parteiras da história reunidas na Espanha decidindo como nos manipular. Deve ser por isso que sempre andei sozinho.

Amizade não é sujeição de pensamento e nem submissão. O que eu gosto nos meus amigos é a liberdade, o ser livre, sem subjugar, nem exigir submissão de pensamento.

Quem me conhece fora de meu canto natal, mal acredita o quanto eu sou abominado pelos petistas locais, com raras exceções. Paciência, é a vida.

Ando no meio de víboras e consigo me esquivar bem. Não as mato, deixo que Deus lhes assegure seus destinos.

No meio dos desabrigados, atormentados pelas chuvas e casas destruídas, vi apenas 3 igrejas ajudando as pessoas. E existem centenas. Solidariedade é algo difícil de ser entendido. Muitos falam em Jesus, poucos vivem como Jesus viveu.

Imaginem se todas essas igrejas que pedem dízimos ajudassem aos desabrigados? Sonho meu, sonho meu …

Que a paz reine em todos os corações.

Que Deus abençoe a todos e propicie sérias reflexões nos corações e mentes.

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Ruldof Genro Gessinger cola grau em Direto

É hoje a formatura do nosso querido amigo e compadre Rudolf Genro Gessinger, na PUC, em Porto Alegre. Cola grau em Direito e já foi aprovado no exame de ordem da OAB; os pais Ruy Gessinger e Maristela Genro Gessinger, estão felizes e eufóricos com o evento e o sucesso desse amado filho.

 

 

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O sentido histórico das atuais mudanças na política brasileira

* Marcília Rosa Periotto

O historiador inglês Eric Hobsbawn em várias ocasiões insurgiu contra interpretações centradas em narrativas factuais, nas quais os eventos humanos surgem como raios de luz preparados para iluminar a sociedade com novas e reluzentes cores. Alertava para o fato de que história é movimento e sua dinâmica transformadora, atuando nas bases econômica e social, engendra inovações de toda ordem, inclusive tecnológicas, as quais, por sua vez, alteram a forma de ser do homem, seu comportamento e a maneira de enxergar o mundo.

Há, aí, somente história e, apesar do aparente avanço, essas mudanças agem no sentido de permanecer o mundo como séculos atrás. Superar a velha sociedade ainda não é questão universal, mesmo já ancião o “uni-vos, trabalhadores”. Posto isto, a falação deitada pela ministra dos Direitos Humanos extrapola os desígnios da sua pasta de incorporar as questões teórico-práticas correntes nas nações civilizadas, cujo desenvolvimento é indiscutível. Mas não é somente ela  quem agride aos indivíduos de bom senso e partidários de uma sociedade em que se possa vivar em paz e harmonia. Outros exponenciais do novo governo competem entre si pelo troféu FEBEAPA.

Parece que todos são sérios candidatos a leva-lo para casa. Salve, Sérgio Porto! Esse sim sabia o que dizia! A questão não é a fala em si da dona Ministra, permeada por ideias já absorvidas pela poeira do tempo, mas o significado oculto que expressa uma luta cega entre duas etapas históricas e, ao mesmo tempo, das estratégias que se adotam durante as batalhas travadas.

É voz corrente o avanço da telemática, sem ela não conseguiríamos realizar nem ao menos as mais simples e corriqueiras ações do dia a dia. Entretanto, as relações entre os homens não alcançam o significado histórico que a fabulosa transformação tecnológica trouxe aos mesmos. Querem o máximo da técnica e dela abusam como no caso dos fake news, mas querem, simbolicamente, meninos vestindo azul e meninas vestindo rosa.

Retrocesso? Não! O retrocesso que tal postulação contém não diz nada a respeito das cores que meninos e meninas devem vestir, mas diz tudo quando se trata de um momento na luta entre o velho e o novo. Predicar por retrocessos quando o planeta Marte está a um pulo da Terra significa manter controle e poder sobre aqueles que deverão continuar explorados e submissos às vontades, crenças e fabulações de mentes seriamente comprometidas com a sedimentação de um modo de vida falido historicamente.

Não considero a fase inaugurada pelo novo governo como peremptória, eterna no sentido positivista. É apenas uma fase, um ciclo de medidas que anularão a chance de vida de muita gente, inclusive concordes inicialmente com o presidente da vez, mas uma fase que passará quando a história apontar a profilaxia e a medicação correta a uma sociedade doente, a homens adoecidos por olharem o sol e não enxergarem a claridade. Inclusive a história dirá as razões do porquê, num dado momento, se fez trevas e obnubilou o entendimento dos homens.


* Doutora pela Unicamp, Pós-Doutora pela UFMG e Professora Associada nível 3 na Universidade Estadual de Maringá

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Um chamado

* Marcília Rosa Periotto

Rufam os tambores com maior estardalhaço a cada investida do monstro sobre a delicadeza! Estamos em meio a uma guerra fratricida: irmãos ferindo de morte irmãos! Amigos e relacionamentos destruídos pela selvageria! Ultraje! Sangue! A humanidade só avança quando sangra a humanidade, dizem! O céu está turvo, o vento incessante sopra os sinais da tempestade fatal! Agora, são os homens que gargalham atabalhoados diante da loucura.

Quem dera houvesse quem a escrevesse e a elogiasse novamente! Chuva torrencial, gritos estridentes e doídos! Roupas rasgadas, seios dilacerados, bocas sem dentes, olhos cegos, estômagos ocos, razão insensata! Caronte ri a risada dos que colherão mais de mil moedas. A travessia para o Vale da Morte aumenta o fluxo e em celeridade.

O Inferno aos poucos vai se tornando um pátio mínimo, apertado, um pequeno Brazil nesse estrangeiro de almas penadas. O Brasil penetra num covil cuja porta que conduz à salvação se torna um ponto quase imperceptível no fim do túnel quilométrico e de paredes cada vez mais afuniladas. Morte, uivos, sangue e fedor.

Acordei! Dio mio, cena dantesca a me apavorar. Homens, homens, onde estão os homens que pensam no amanhã? Onde se oculta essa espécie de gente que se atira à luta como o partiggiano indo ao encontro da morte pela defesa de uma liberdade dependente da sua morte? Oh, Bella…. longe vai o tempo que nos separa do entendimento de que a luta nunca cessou! De que não houve, nunca, um momento sequer em que os ânimos deixassem de ser beligerantes.

Como é difícil aceitar um Brasil pronto para ceifar o Brasil, decepar partes, lobotomizar reflexões, parir monstros ferozes. Orcs, Orcs. Quem virá nos salvar? Thorin Escudo-de-Carvalho? Anões de Erebor? Elfos? Como não fomos capazes de criar os cinco exércitos e tampouco firmar uma aliança para lutar contra a escuridão? Como, então, seremos capazes de despojar-nos das ambições, das pequenas verdades absolutas e enfrentar o gelo cortante da batalha? Sem ampliar nosso exército da liberdade o negrume será pai, mãe e terror.

Os que fugirem do chamado serão, também, engolidos pela longa noite escura a abater sobre todos. A carnificina começará célere após a consagração do monstro vencedor na miséria, no desprezo e na ganância. A hora é agora. A hora exige luta e reclama por nossos braços.

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* Mestre e Doutora em Educação pela UNICAMP/Campinas/SP,  Pós-Doutora pela Universidade Federal de Minas Gerais e Professora associada nível 3 da Universidade Estadual de Maringá.

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