A proposta de mudança previdenciária de Bolsonaro

A PROPOSTA do governo, apresentada hoje no Congresso Nacional, é que as alíquotas da contribuição da previdência devam ter acréscimos conforme os salários. Assim, quem ganha até um salário mínimo nacional a alíquota deverá ser de 7,5%.

Segundo a proposta, quem ganha de R$ 998,01 até 2.000,00, a alíquota sofrerá variações de 7,5% a 8,25%

De R$ 2.000,01 a R$ 3.000,00, a alíquota será de 8,25% a 9,5%.

De R$ 3.000,01 a R$ 5.839,45 será entre 9,5% a 11,68%.

De R$ 5.839,46 até R$ 10.000,00, a alíquota será 11,68% até 12,86%.

De R$ 10.000,01 a R$ 20.000, a alíquota sobe de 12,86% a 14,68%.

De R$ 20.000,01 a R$ 39.000,00, as alíquotas de 14,68% a 16,79%.

E acima de R$ 39.000, a alíquota será 16,79% chegando a 22%.

No tocante aos servidores públicos, surgem novas regras: o tempo de contribuição deverá ser de 35 anos para homens e 30 para mulheres, sendo necessário ter 20 anos de tempo de serviço público e cinco anos de cargo.

Tudo depende a aprovação de uma PEC, no congresso nacional. Leia como se aprova uma PEC no Congresso Nacional e entenda as regras.

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A reforma da previdência do mito

Hoje pela manhã o presidente Bolsonaro entregou a draconiana reforma da presidência na câmara federal.

É claro, da pena dessa multidão de alienados que votaram nele e nem sonhavam com o que vinha pela frente. Mas vou fazer uma síntese, de algumas das principais propostas, para os leitores do meu blog. Repito, não são todas, é uma síntese das principais.

1 – Está decretado o fim da aposentadoria integral. É implantado o sistema de capitalização e não mais o de fundo solidário. Será criada uma conta individual administrada por empresa e/ou banco privado. Idêntico ao sistema chileno, que tem levado a um número fabuloso de suicídio de idosos.

2 – A idade mínima é de 62 anos para mulheres e 65 para homens, com 40 anos de contribuição.

3 – Professores da rede privada, URI, por exemplo, a idade mínima para aposentadoria passa para os 60 anos.

4 – Fica criado um pedágio para quem faltar dois para aposentadoria (isto é, para quem chegar vivo até lá).

5 – Os benefícios da assistência social, que no péssimo governo do PT, era, no mínimo, de um salário mínimo, agora com o mito ficará reduzido a 500 reais.

Agora, o projeto será votado pela câmara dos deputados e depois vai ao senado.  Depois comentarei sobre os regimes especiais e militares.

Oremos.

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“ ou muito me engano ou o gênero humano será subjugado a cada século por um punhado de enganadores”.

Maurice Barrés, o ultraconservador do século XX, considerava Diderot e Rousseau “as duas grandes forças da desordem”, segundo ele, “responsáveis por muitos males”.

Denis Diderot logo compreendeu a determinação das estruturas sobre a ação do indivíduo e escreveu: “ sou como sou, porque foi preciso que me tornasse assim. Se mudarem o todo, também serei mudado, o todo está sempre mudando”.

Em sua espetacular obra, “N o sonho de D´ALEMBERT, colocava palavras na boca de um amigo que, sonhando pronunciava: “ todos os seres circundam uns aos outros. Tudo é fluxo perpétuo. O que é um ser? A soma de um certo número de tendências. E a vida? A vida é uma sucessão de ações e reações. Nascer e viver e morrer é  mudar de forma”.

Já na obra “NO SUPLEMENTO DE À VIAGEM DE BOUGAINVILLE”, o sábio Diderot aconselhava a desconfiar de todas as instituições, civis, políticas, religiosas e foi mais longe “ ou muito me engano ou o gênero humano será subjugado a cada século por um punhado de enganadores”.

Entretanto, a obra prima de Diderot é mesmo o “O SOBRINHO DE RAMEAU”, sendo que nessa magnífica obra o filósofo relata a conversa com um jovem vigarista; porém, de uma forma genial, coloca na boca do vigarista uma audaz defesa da vigarice, cujo escopo era atingir a moral vigente.

Séculos se passaram e as previsões desses filósofos são tão atuais como a telemática nos dias de hoje.

Em Eneida, de Vergílio, canto 2, verso 65, aparece a frase: “ab uno disc omnes”, que quer dizer: “por um se conhece a todos”.

O momento político é de descrédito total na política e nas instituições.  Os últimos enganados por Bolsonaro choram pelos cantos. Rousseau, citado por Barrés, também como força da desordem, também não tinha confiança na razão humana. O problema que Rousseau se defrontava era assegurar as bases de um CONTRATO SOCIAL que permitisse aos homens terem na vida social a liberdade capaz de compensarem o sacrifício da liberdade com que nasceram.

Observando a sociedade e suas estruturas e superestruturas, é fácil identificar a ação das estruturas sobre os homens, principalmente a infra-estrutura econômica e a superestrutura jurídica.

Rousseau pregou mudanças profundas e  elas deveriam ser feitas por homens organizados e sérios. E mais: previu que elas não seriam pacíficas.

Séculos se passaram e o país está envolto de uma grande safadeza.  É uma em cima da outra, cada qual maior a outra.

Torço para que tudo de certo. Tenho uma filha, tenho esperança. E que essa luta desses seja um sentido em nossa vida, como foi no coração, na mente e na alma de Diderot e Rousseau.  Embora saibamos que tudo é ilusão.

Não se iludam.
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O desencanto social coletivo e a frustração das almas

Nosso país mais parece uma nau de insensatos. Perdemos os rumos. Bebiano, com seus vídeos, desmascarou o presidente Bolsonaro, que, aos olhos da nação, passou por mentiroso.

O desencanto das pessoas é enorme, a sensação coletiva de depressão social é latente, o aspecto psicológico resultante dessa frustração é altamente contagioso (para quem achou que existia algo de novo na política nacional).

Pessoalmente, sempre disse que a política é podre e que os homens são corruptíveis. Por ser um meio onde circula muito dinheiro fácil, criou-se um lar de corrupção fácil.

É claro que o senso comum é burro e poucas pessoas conhecem história. Basta lembrar que há anos escrevo sobre a paródia de Diógenes, 400 anos antes de Cristo, que saiu com uma lanterna nas ruas de Atenas, buscando um homem honesto.

Se adentrarmos 1.900 anos depois e nos debruçarmos sobre Maquiavel, não mudaremos de ideia.

Giovani Feltes já disse que anjinho não se elege nem vereador em Campo Bom. Nem no Cipó e nem em Santiago.

Meu livro vai entrar para a história, anotem e escrevam. Defini política como a arte de enganar o povo. Político diz uma coisa e faz outra. Todas as construções discursivas só existem para enganar o povo.

A política continuará sendo suja, os políticos continuarão sendo sujos, quem não se suja diretamente, se suja indiretamente.

A política só poderá ser justa quando ela for feita por robôs e ainda assim existe o risco de os humanos corromperem o sistema.

Não se iludam.

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O Brasil pós Bebiano

Com toda a franqueza, acredito que a família Bolsonaro saiu fortalecida do episódio Bebiano. O filho do Bolsonaro firmou uma posição forte, assim como o pai. Em tese, demonstraram que não são reféns.

Agora, é cedo ainda para avaliar se Bebiano tem algum DNA de Roberto Jeferson, ou se está amedrontado. Seja o que for, se ficar, calado, entra para a história dos parlapatões. Ou não sabia nada e não tem nada, ou estava blefando.

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Exoneração

Não saiu nada no DOU exonerando Bebiano, conforme pedido de bolsonaro a Ônix.

A imprensa do país espera pelas declarações do ainda Ministro que chamou o presidente do país de louco.

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