General Mourão mete o pau na baderna dos caminhoneiros e repele duramente uma intervenção militar

Fonte – Blog do Políbio Braga

Eis o que disse, hoje, em Porto Alegre, o general Hamilton Mourão, ao falar sobre a paralisação dos caminhoneiros:

– A campanha dos caminhoneiros pela intervenção militar é um desserviço que eles prestam à Nação.

O general acha que depois de fechado o acordo com o governo, não há mais espaço para paralisações.

Em entrevista exclusiva a VEJA, Mourão disse que intervenção militar não é “solução imediata” e que não é “varinha de condão” que faz “plim, plim” e “está tudo resolvido”. “O país não tem que ser tutelado pelas Forças Armadas”, afirmou.

Mourão participou de almoço de militares da reserva no Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana.

 

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NOTA DO BLOG

 

O General e Tarso Genro pensam igualzinho.  Parabéns a ambos.

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O dilema dos bolsonarianos e a ocupação da REFAP

Boa parte dos bolsonarianos locais são também intervencionistas.

O áudio de Marun, que vazou, e irritou o governo e mídia golista, deixa claro que os generais estão rachados e que o prosseguimento da greve – até segunda-feira – ensejará uma intervenção militar. Golpe.

Bolsonaro, que lidera as pesquisa, deve viver um dilema, pois tudo que não lhe interessa – agora – é um golpe, que suspenderá as eleições e o tirará de cena.

É claro que Bolsonaro, em si, é o mais afetado pelo greve e pela eventual intervenção.

Se o golpe militar acontece mesmo, ele estará fora. É um dilema e tanto. Até porque os generais não fecham com ele e nem fecharão.

O Exército acaba de assumir – pela força – o controle da refinaria gaúcha Alberto Pasqualine. Não eram estas as ordens de Temer, que pretendia privatizá-la. Algo estranho no ar. Também, a REDUQ, no RJ, acaba de ser ocupada.

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Contradições e ambiguidades da sociedade brasileira

Há muitos anos eu não assistia a tamanha ambiguidade do povo brasileiro acerca de um fato social: a greve dos caminhoneiros.

A categoria tem potencial. Puxou o movimento, parou o país, ganhou adesão de setores organizados, petroleiros, mas, sobretudo, ganhou apoio da população.

Esta greve revelou ambiguidades sem precedentes; é evidente que o povo está apoiando, afinal os reflexos dos aumentos diários dos combustíveis, têm reflexos na vida de todos, com o gás de cozinha, com a gasolina, e com os custos repassados nos produtos, da pasta de dente ao tomate, da farinha do pão a um grão de feijão.

Entretanto, a grave demonstrou-se fragmentada em múltiplos comandos. A próprio negociação com Temer e Elizeu Padilha revelou isso.

O PT ficou dividido, o Deputado Marco Maia liberou uma nota de apoio ao movimento. Teve percepção. Foi hábil e inteligente.

Os intervencionistas, pediram golpe.

A direita, visivelmente rachada, pior que a esquerda. As bases bolsonaristas, pelo menos aqui no sul, apoiam a greve, e no norte, dão contra. Os líderes maiores e, de expressão, da direita, João Dória e Raquel Scherazade, saíram de pau no movimento, acusando os caminhoneiros de preguiçosos, vagabundos. Até Políbio Braga é contra o movimento. Curiosamente, a linha de amplos setores da esquerda, é só ver a coluna de Lauro Jardim, no DCM, que se verifica – visivelmente – uma conexão no pensamento de direita com o de esquerda. É um dilema hambletiano sem precedentes.

Por outro lado, a partir de agora, eu acho que esses generais falastrões deveriam calar-se para sempre. Submissos a uma quadrilha, fazem o  que Temer manda. Se Temer os manda cagarem no asfalto, eles cagam. Se Temer mandar mijarem nos caminhões, eles vão lá e mijam. São uns desmoralizados. Eu não defendo o golpe, não se trata disso, se trata de refletir sobre o comportamento servil e submisso das Forças Armadas, especialmente do Exército. Não sei se foi efeito do vazamento dos documentos da CIA, mas sei que a postura dos militares é vergonhosa. Agora, perderam completamente o respeito da nação.

Se nós tivéssemos algum general com coragem e raça, Temer estaria preso esta hora junto com sua quadrilha. É só formar uma junta de transição e convocar uma Assembléia Nacional constituinte livre, exclusive e soberana. Aí sim a História do Brasil seria reescrita, mesmo em suas contradições e no choque adverso de interesses.

Do contrário, como disse Elizeu Padilha, cinicamente, “o problema é o diesel”. Em outras palavras, se acharem uma solução para o diesel, acaba a greve o povo brasileiro continua sendo massacrado.

O momento é histórico. O movimento deveria ser mais politizado e exigir a renúncia de Temer, mas não, são tão corporativos que não conseguem vislumbrar nisso tudo uma chance real e concreta para exigir a queda de Temer.

Não adianta ficar remoendo porque eles forçaram a barra contra Dilma. Agora, o negócio é fazer que nem marido traído  que, por amor, perdoa a mulher e volta para ela, fingindo que nada aconteceu.

No fundo, estamos todos perdidos. Os caminhoneiros pediram intervenção militar. Ironicamente, os militares estão os massacrando sob as ordens do governo ilegítimo de Temer.

Imagino como está o bom senso e o humor daqueles que arrotavam intervenção. Tiveram tudo nas mãos, menos coragem e determinação. Os bolsonaristas estão que nem os petistas, mais perdidos que cusco em procissão.

Que sinuca de bico se enfiou o povo brasileiro. É uma contradição em cima da outra.

Em suma, o movimento é legítimo e representa os anseios de amplos interesses do povo brasileiros. Os militares viraram piada, obedecendo a um comando decrépito. O povo que se engaja no movimento, corre o risco de fazer o papel de pato. A direita ziguezagueando tanto quanto a esquerda. Por fim, uma quadrilha, dá a linha e comanda o espetáculo. Somos todos otários, puxados pelo corporativismo que só quer resolver o impasse em torno do seu umbigo.

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Polícia Federal apura atentado contra testemunha de inquérito sigiloso

Site Oficial da Polícia Federal
http://www.pf.gov.br/agencia/noticias/2018/05/pf-apura-atentado-contra-testemunha-de-inquerito-sigiloso

São Borja (RS) – A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (22/5) a Operação Junguzu, para apurar o atentado ocorrido em abril deste ano, no município de Capão do Cipó, contra uma testemunha de um inquérito que tramita em sigilo na Polícia Federal em São Borja.

Estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, no município de Tupaciretã/RS. Participaram da ação 15 policiais federais, oito policiais civis e seis policiais militares.

Foram apreendidos telefones celulares, pequena quantidade de maconha e uma balança digital.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Sul
imprensa.rs@dpf.gov.br | www.pf.gov.br
(51) 3235-9000

 

NOTA DO BLOG

Sabem por que o nome da operação é Junguzu?

Jagunço na língua quibundo ou jagun-jagun, “soldado”, do iorubá.

Sacaram?

 

 

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Palavras do ex-governador de Minas e ex-senador da República pelo PSDB, Eduardo Azeredo, ao ser preso, onde vai cumprir pena de 20 anos por roubar dinheiro público

Em entrevista exclusiva à Record TV Minas logo após a decisão, o político mineiro disse que não estava preparado para a prisão. “(Sinto) uma injustiça muito grande. Quer dizer: não tem sentido acontecer uma coisa dessa sem prova. É uma coisa absurda como essa. (…) Eu não matei ninguémm, não pus dinheiro no meu bolso. (…) Não estou preparado para isso (para a prisão), porque é muito injusto”, destacou.

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STF desautoriza juíza Lebbos

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inspeção de uma comissão de deputados federais à carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde o dia 7 de abril.

A autorização havia sido negada duas vezes pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba e responsável por supervisionar a execução da pena de 12 anos e um mês de prisão à qual Lula foi condenado. Ela disse não haver “necessidade” da visita, pois uma outra comitiva do Senado já havia inspecionado o local, em 17 de abril.

Após a negativa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entrou no STF com uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), alegando que a juíza violou o princípio de separação de Poderes, pois a Constituição, a lei e o regimento interno da Casa conferem aos deputados o direito de fiscalização e acesso a qualquer órgão público.

O Ministro Faccin entendeu que a juíza violou a independência entre os poderes, pois aos deputados federais e senadores é permitido o ingresso em qualquer repartição pública.

DCM

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Bolsonaro busca aliança com corruptos condenados do mensalão

“Abrigado em um partido nanico, Jair Bolsonaro (PSL) aceitou jogar com as cartas da política tradicional” escreve o colunista Bruno Boghossian, na Folha.

“O líder da corrida ao Planalto intensificou seus contatos com o PR do ex-deputado Valdemar Costa Neto em busca de musculatura partidária e tempo de TV para tornar sua candidatura mais competitiva; chefão do PR foi condenado no mensalão por receber dinheiro para apoiar o governo Lula”.

CLICK POLÍTICA com informações de brasil247

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