A denúncia da PGR que pode tornar Bolsonaro inelegível

Para fundamentar a denúncia junto ao Supremo Tribunal Federal contra Jair Bolsonaro por racismo praticado contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, destacou 11 trechos do discurso do deputado federal e pré-candidato do PSL à Presidência da República no Clube Hebraica do Rio de Janeiro.

“Para melhor compreensão do conteúdo e extensão do discurso discriminatório e racista do denunciado, destaco os seguintes trechos de sua manifestação, que caracteriza o que a doutrina denomina de discurso de ódio (hate speech)”, escreveu Raquel, que ainda destacou outras quatro manifestações de Bolsonaro, anteriores ao caso do Clube Hebraica, como quando ele declarou: “Não vou dar uma de hipócrita aqui: prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo.”

A PGR afirma que Bolsonaro tratou com “total menoscabo os integrantes de comunidades quilombolas” e referiu-se a eles como animais, em uma manifestação que “alinha-se ao regime da escravidão, em que negros eram tratados como mera mercadoria, e à ideia de desigualdade entre seres humanos”.

Raquel também salienta que, na visão de Bolsonaro, “há indivíduos ou povos superiores a outros, tratando quilombolas como seres inferiores.” Se condenado, Bolsonaro poderá cumprir pena de reclusão de 1 a 3 anos. A procuradora-geral pede ainda o pagamento mínimo de R$ 400 mil por danos morais coletivos.

Com a palavra, Bolsonaro

Procurado pela reportagem na última sexta-feira, o deputado disse que não quis ofender ninguém. “Se faz brincadeira hoje em dia, tudo é ódio, tudo é preconceito. Se eu chamo você de quatro olhos, de gordo, não tô ofendendo os gordos do Brasil. Eles querem fazer o que na Alemanha já existe: tipificar o crime de ódio. Pra mim pode ser, e pra você pode não ser”, disse o parlamentar. “Tanta coisa importante pro Brasil, pro Judiciário se debruçar e vai ficar em cima de uma brincadeira dessa. É a pessoa que eu fiz a brincadeira que tem de tomar as providências. A vida segue”, comentou o deputado.

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Lula, preso, lidera Pesquisa DATAFOLHA e surpreende analistas políticos do país

Da RBA

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no início deste domingo (15) mostra que o ex-presidente Lula, mesmo cumprindo mandado de prisão expedido pelo juiz Sérgio Moro em Curitiba, segue na liderança das intenções de voto. Nos cenários em que o petista aparece como candidato, seus índices são em torno do dobro do segundo colocado.

Com o candidato do MDB sendo Henrique Meirelles, Lula aparece com 31%, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), 15%, e Marina Silva (Rede), que tem 10%. Em seguida, vem Joaquim Barbosa (PSB), 8%; Geraldo Alckmin (PSDB), 6%; Ciro Gomes (PDT), 5%; Alvaro Dias (Podemos), 3%, e Manuela D’Ávila (PC do B), 2%. Fernando Collor de Mello (PTC), Rodrigo Maia (DEM) e Henrique Meirelles (MDB) aparecem com 1% cada. Os demais não pontuaram neste cenário.

Em outras duas simulações, Lula aparece com 30% e 31%.

Dificuldades para Alckmin

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não aparece em nenhum dos cenários com chances de chegar ao segundo turno. Em nenhuma das simulações ele supera os 8%, seu melhor índice, tendo sempre em torno da metade das intenções de voto do segundo colocado.

Entre os eleitores paulistas, o Datafolha aponta que Alckmin deixou o governo com 36% dos pesquisados qualificando sua gestão como boa ou ótima. Bem abaixo dos 66% de quando deixou o Palácio dos Bandeirantes para disputar o pleito presidencial de 2006, quando foi derrotado por Lula.

Lula deve ser candidato?

O ex-presidente Lula pode ser candidato à presidência da República mesmo condenado em segunda instância. Segundo a legislação eleitoral, os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar as suas candidaturas. A partir daí, começa a correr um prazo de cinco dias para que algum interessado possa fazer um pedido de impugnação da candidatura. A decisão fica a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma das questões feitas aos eleitores era se Lula deveria ou não ser impedido de concorrer às eleições. Para 50%, o ex-presidente deveria disputar as eleições, já para 48%, não.

A pesquisa foi feita com 4.194 eleitores de 227 municípios, entre os dias 11 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

SUL 21

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Mesmo sem campanha, Joaquim Barbosa já arranca com 10% … é o nome mais potencial, sem dúvidas

Da Folha:

Nos cenários com Lula fora do páreo, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparecem empatados na liderança. Ele tem 17% das intenções de voto, e ela oscila entre 15% e 16%. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) alcança 9% em todos os cenários sem Lula, empatado com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que varia de 7% a 8%, e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que entrou no PSB, mas ainda não se lançou candidato. Barbosa oscila entre 9 e 10%.

Marina, Ciro e Alckmin concorreram em eleições presidenciais anteriores e são bem conhecidos pelos eleitores. Barbosa nunca disputou uma eleição, mas ganhou notoriedade pela forma como conduziu o julgamento do mensalão no STF, em 2012.

Menos conhecidos do eleitorado, os dois nomes cotados no PT para substituir Lula se ele desistir da candidatura têm desempenho fraco. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad aparece com 2% e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner tem 1%.

Os dois candidatos de esquerda que ficaram ao lado de Lula nas horas que antecederam sua prisão têm resultados parecidos. Manuela D’Ávila (PC do B) atinge no máximo 2% e Guilherme Boulos (PSOL) chega a 1%.

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Bolsonaro poderá se tornar inelegível

Devido a denúncia da PGR contra o deputado Bolsonaro, se o colegiado do STF, aceitar a denúncia por crime de racismo e incitação a violência contra negros, gays, índios … Bolsonaro fica inelegível e não poderá concorrer ao pleito de 2018.

Esse quadro é real e as consequências imediatas.

Notícias correm soltas em Brasília dando conta que também o deputado Heinze será alvo da mesma denúncia, pelos mesmos motivos.

Dodge elimina assim mais um concorrente …

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Trump manda bombardear a Síria e pode começar uma guerra mundial

O presidente americano Donald Trump anunciou na noite desta sexta-feira (13) que um ataque está em andamento contra estabelecimentos de armas químicas na Síria, em resposta ao suposto ataque químico do dia 7 de abril. Segundo Trump, o ataque é realizado em conjunto com a França e o Reino Unido.

“Ordenei as forças armadas dos Estados Unidos a lançar ataques precisos em alvos associados com estabelecimentos de armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad”, disse Trump em pronunciamento na Casa Branca.
Segundo o presidente, o uso de armas químicas na cidade de Duma foi uma escalada significativa e disse que as ações de Assad são ações “de um monstro”.

“Esse massacre foi uma escalada significativa em um padrão de uso de armas químicas por aquele regime terrível”, disse o presidente. “O mal e o ataque desprezível deixaram mães e pais, bebês e crianças se debatendo de dor e ofegando por ar. Essas não são as ações de um homem. Elas são crimes de um monstro”.
“A resposta combinada americana, britânica e francesa responde a essas atrocidades integrará todos os instrumentos do nosso poder nacional: militar, econômico e diplomático”, afirmou.

A TV Síria divulgou que ataques aéreos estão atingindo a capital Damasco e áreas ao redor. A agência Reuters e testemunhas afirmam que diversas grandes explosões foram ouvidas em Damasco, e colunas de fumaça foram vistas na região durante o pronunciamento de Trump.

“Esta noite, peço a todos os americanos que façam uma prece por nossos nobres guerreiros e nossos aliados enquanto eles cumprem suas missões. Rezamos para que Deus leve conforto aqueles que estão sofrendo na Síria”, disse Trump.

A premiê britânica Theresa May anunciou logo após o discurso de Trump que autorizou o ataque na Síria, mas que a ação não significa uma intervenção na guerra da Síria. Segundo Mary, a ação não deve escalar a tensão na região e o Reino Unido fará o possível para evitar a morte de civis.

“Autorizei as forças armadas britânicas para conduzir ataques coordenados para degradar a capacidade de armas químicas do regime sírio”, diz em comunicado.

Trump vinha ameaçando há dias uma resposta ao ataque químico na cidade de Duma. Já no domingo (8), em uma mensagem no Twitter, ele afirmou que Rússia e Irã eram responsáveis por apoiar o “animal” Assad e que haveria um “grande preço” a pagar.

Gás químico em Duma

O ataque em que um gás tóxico teria sido utilizado aconteceu no sábado e deixou dezenas de mortos e feridos. A acusação do suposto ataque químico contra o governo partiu do grupo rebelde sírio Jaish al-Islam. Eles acusam o regime de Assad de lançar um barril-bomba com substâncias químicas venenosas contra civis.

Duma fica na região de Guta Oriental, onde desde fevereiro o governo sírio promove uma ofensiva para retomar o controle das mãos dos rebeldes. A cidade, que é a maior dessa região, é um dos últimos redutos dos combatentes que lutam contra Assad. (click política)

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Até Caio Fábio

Eu admirava muito o Pastor Caio Fábio. É bem articulado, tem leitura e muito discernimento. Contudo, comecei ouvir ele falar baboseiras políticas. Começou atacando a distribuição de terras, sendo inconveniente contra quem não lhe fez nada, o MST, e descambou dizendo que defende Marina porque ela defende o liberalismo.

Para mim, bastou.

É contradição pura entre o que defende Jesus e o que prega Marina e Caio.

Evangélico, vira e mexe, vira direita. Se não é, acaba ficando.

Triste.

Cada vez me isolo mais.

Queria que o Caio, que difama o MST, tirasse um dia de sua vida nos assentamentos do Capão do Cipó e iria ver quanta bobagem ele diz pautado pelas oligarquias midiáticas.

Marina saiu do PT por um viés à direita. Ela poderia muito bem ter saído e seguido suas origens … Hoje, lideraria todas as pesquisas na ausência de LULA. Mas não, ao romper com o PT, seu berço e sua origem, saltou para o ninho tucano e – acriticamente – passou a bajular Aécio e a criticar a mão de Dilma que a afagou e a protegeu. Foi uma tremenda ingrata. Jogou-se fora politicamente, morreu junto com Aécio, pois não repetirá jamais sua votação da eleição presidencial passada. Nisso, reside o erro mecanicista de Caio Fábio, pois insiste que ela tem uma votação que ela teve, numa conjuntura diferente, num momento diferente, com propostas diferentes, pois muita gente deixou de votar em Lula para votar nela naquela ocasião.

Hoje, ela perdeu a confiança da esquerda, totalmente, e não é confiável para a direita. Eis a síndrome de Marina, uma excelente pessoa, mas que se perdeu nesse jogo ideológico, a ponto de implodir a própria bancada do REDE na câmara federal, pois a bancada tomava uma posição e ela tomava outra, mostrando uma dissonância que o eleitor vê como um pecado mortal.

 

 

 

 

 

 

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