Guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, chama de semianalfabetos deputados e senadores do PSL

A matéria está no Antagonista. O filósofo que mais influencia Bolsonaro, diz que a viagem de deputados do PSL a China é numa viagem de lobby por um sistema de reconhecimento facial que poderá ser usado no Brasil.

Olavo definiu a bancada como semianalfabetos,

Se fosse algum site de esquerda, até poderíamos duvidar, mas é um site de direita e Olavo de Carvalho é o principal intelectual do grupo de Bolsonaro, responsável pela indicação de dois ministros do atual governo.

Não resistem o convite dos comunistas da China; vão babar nas estátuas de Mao Tsé Tung, enquanto isso o Bolsonaro fica combatendo o comunismo. Que loucura esta viagem. Bem dizem que o país virou um grande sanatório.

A terrível crise do ensino superior no Brasil e as últimas anotações

A UNIJUÍ acaba de divulgar nota de esclarecimento explicando que o vestibular de medicina está suspenso por ordem judicial, obtida pelo Conselho Regional de Medicina. É um duro golpe em nossa região. De outro lado, é difícil explicar porque não questionaram as autorizações da Unisinos e da Feevale, que ficam a 25 km uma da outra.
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A ULBRA está por retirar os aparelhos de oxigênio que a mantém viva. Demitiu 525 servidores. E as indenizações trabalhistas de 200 professores, todos com Doutorado, serão pagas em 24 vezes. Essa, pelo menos, é a oferta.
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A redução drástica nos orçamentos das federais chega a assombrar, pois mal cobre à folha de pagamento. Pesquisa e extensão vão arder.
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Por outro lado, a proposta de retirar o benefício de mestrado e doutorado para efeitos de aposentadoria, vai desestimular completamente a opção pelo magistério superior. De tabela, afetará as pesquisas em cheio.
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E os alunos do IFF que me mandaram e-mails desaforados quando eu disse que a crise e a tendência política do país iria atingir em cheio os IFETs? Caíram na real agora?
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Na verdade, o regime previdenciário celetista das universidades e institutos federais, é um desestímulo completo a uma vida acadêmica. Apenas as universidades estaduais do Paraná estão em regime estatutário, situação que eu só fiquei sabendo contado pela nossa amiga Dra. Marcília Perioto.
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Num futuro muito próximo a profissão de professor universitário vai virar bico, isso é uma vergonha para o nosso país.
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Conversei com uma fonte, oficial superior da BM e amigo pessoal de Eduardo Bolsonaro, e este me assegurou que o presidente Bolsonaro deve editar nas próximas semanas um decreto presidencial revogando o exame de ordem. Na justificativa será colocado que diferente de outros conselhos e ordens apenas a OAB exige exame de ordem para ingresso em seus quadros.

Qual modelo de governo?

Luiz Carlos Bresser-Pereira
Folha de S.Paulo

Não é possível unir neoliberais e populistas de direita

É muito cedo para uma interpretação segura do que será o governo Bolsonaro, mas seus primeiros dias no posto, em especial com as questões da redução da idade mínima para a aposentadoria e da extensão das novas privatizações (rejeitadas pela população, segundo o Datafolha), confirmam minhas dúvidas. Que talvez possam ser mais bem entendidas se considerarmos as possíveis formas de governo.

No Brasil as alternativas são ou governos neoliberais, como foram os governos Temer, Cardoso e Collor, ou governos desenvolvimentistas, que defendem uma intervenção moderada do Estado na economia e o nacionalismo econômico, como foram os governos populistas de centro-esquerda do PT.

Existe, ainda, a possibilidade de os governos desenvolvimentistas serem populistas de direita, como é o governo Trump, ou novo-desenvolvimentistas, que, se forem de centro-direita, têm como referência os países do leste da Ásia; se de centro-esquerda, os países europeus democráticos e sociais do pós-guerra.

Em princípio não podemos ter governos ao mesmo tempo neoliberais e populistas de direita, como propôs Bolsonaro na campanha presidencial. Os neoliberais são populistas cambiais, porque defendem “crescimento com poupança externa”, que envolve déficits em conta-corrente elevados e uma taxa de câmbio apreciada, mas não são populistas completos porque não praticam o populismo fiscal –uma vez que esperam resolver todos os problemas de desajuste macroeconômico apenas com ajuste fiscal.

Existe uma contradição entre o neoliberalismo e o populismo fiscal. O populista busca manter sua popularidade gastando; o neoliberal, além de acreditar que o mercado coordene de maneira ótima toda a economia, é conservador; defende os interesses dos ricos.

Ele quer resolver todo o desajuste macroeconômico, inclusive o cambial, apenas com ajuste fiscal. Defende, portanto, a austeridade, que não é apenas a defesa da responsabilidade fiscal. É combinar um forte ajuste fiscal, que inclui o corte dos investimentos públicos, com a recusa a realizar depreciação cambial.

Assim, a recuperação da competitividade do país se faz por meio do desemprego e da diminuição dos salários reais, via ajuste “interno”, preservando-se os rendimentos dos rentistas (juros, dividendos, e aluguéis).

O único governo que foi estritamente neoliberal no Brasil foi o de Temer. Este nunca foi um neoliberal, mas conseguiu derrubar Dilma Rousseff e ocupar seu posto graças ao apoio dos neoliberais. No governo, fez aprovar um absurdo teto fiscal que congelou o gasto per capita do governo, uma reforma trabalhista que tirou direitos dos trabalhadores e enfraqueceu os sindicatos. Como se a causa da semiestagnação da economia brasileira desde 1990 fossem salários diretos e indiretos elevados, em vez de juros altos e câmbio apreciado no longo prazo.

O neoliberalismo de Temer dificultou a recuperação da economia brasileira, aprofundou a desigualdade e manteve sua popularidade muito baixa. Popularidade que não era importante para ele, já que não fora eleito nem espera ser no futuro.

O caso de Bolsonaro é diferente. O apoio popular é seu grande trunfo, muito mais importante do que o apoio do neoliberalismo financeiro-rentista e dos interesses estrangeiros. Mas não poderá ignorar os neoliberais, porque eles continuam hegemônicos na alta classe média, que é formadora de opinião.

Essa classe média tradicional tende a ser conservadora e a se submeter à hegemonia das elites neoliberais internacionais. Mas a hegemonia neoliberal está em plena crise, como vemos nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Itália. Por outro lado, o êxito do novo desenvolvimentismo no leste da Ásia é evidente.

Por enquanto, a alternativa novo-desenvolvimentista não está aberta para o Brasil. Temos apenas o neoliberalismo, que fracassa em toda parte; o populismo de centro-esquerda, que fracassou no Brasil; e o populismo de direita, que hoje ameaça os brasileiros. Não seria possível um novo-desenvolvimentismo de centro-direita, como no leste da Ásia?

Sim, mas para isso é preciso encontrar os defensores desse modelo de governo e levá-los a estabelecer acordos com os novo-desenvolvimentistas de centro-esquerda, cujo modelo é a social-democracia europeia.

Luiz Carlos Bresser-Pereira
Fundação Getúlio Vargas
www.bresserpereira.org.br

O que se depreende da violência no Ceará?

Esta crise na segurança pública do Estado do Ceará aponta, claramente, um contexto de confronto. De um lado, os traficantes com suas vozes de comando na sociedade; de outro, o aparato repressivo do Estado.

Fica evidenciado que o Estado está sendo desafiado. Da mesma evidência, fica claro a ineficácia das forças que emergem da sociedade e a vantagem que os traficantes estão levando, tornando o Estado, ineficiente.

As ações são claramente desafiadoras ao poder estatal e aí reside um componente político muito sério.

Trata-se de um levante (essa é a expressão que melhor define, em ciência política, o caso do Ceará). Um levante entre traficantes e sua influência na sociedade. Uma influência que desafia os Estados federados e que está mostrando, ao Brasil e ao mundo, a impotência do Estado e seus órgãos de repressão.

Este impasse coloca os pensadores e ideólogos da segurança pública numa encruzilhada, pois proporcional à repressão existe a ação dos bandidos. O general Mourão, com suas tradicionais idiotices, acusa o próprio governador Camilo. Ora, quem não vê que o Estado está paralisado, quem não vê que o turismo entrou num refluxo nunca visto, quem não vê que reina o medo e o caos e quem não vê que o governador Camilo é o maior interessado em conter o caos?

É claro que a voz de comando do tráfico tem influências sequer identificáveis. Saberão os especialistas entender a origem do uso de coquetéis molotovs? Saberão os especialistas explicar o porquê da força da voz de comando do tráfico? Será apenas o medo ou também somam-se outros elementos importantes, como a miséria, a desesperança, a falta de perspectiva de uma vida digna?

O exemplo que emerge do Ceará é indicativo de uma brutal separação na sociedade brasileira. Apenas a força bruta do aparato repressivo do Estado, aqui inclusas as forças estaduais e nacionais, é uma fórmula falida. Apenas a repressão, sem políticas públicas que apontem uma solução ou uma saída para milhares de jovens, adolescentes, jogados na miséria humana mais caótica, é uma fórmula falida. Esse contingente social sem sonhos, sem esperanças, marcado pela desilusão e desesperança, será sempre um contingente disposto a reagir contra o Estado.

O conflito ainda está restrito ao Ceará. Mas dele podemos tirar lições. A principal delas é que apenas a força bruta do Estado matando e reprimindo é falha, pois o Estado é um todo e não pode ser apenas a expressão da reação violenta contra a insurreição dos oprimidos. O Estado precisa de políticas públicas que respondam, minimamente, ao caos da fome, das doenças, da ausência de moradias, da ausência de escolas, da ausência de infra-estrutura urbana (água potável, esgotos …).

A situação de Fortaleza é idêntica à verificada em Rio Branco, Belém, Manaus, Macapá, Campo Grande, São Paulo, Rio de Janeiro … E se essas revoltas se expandirem para outros Estados? O que o aparato repressivo vai fazer? A rigor, ninguém sequer sabe de onde brota a violência no Ceará. Ela está entranhada na própria sociedade pauperizada. Os grandes traficantes, como em todo o lugar, estão em ambientes suntuosos, de alto padrão. Os órgãos de repressão, para justificarem sua razão de ser perante à sociedade, vivem de espetáculos em cima dos miseráveis. Mas – perguntar não ofende – por que não pegam os grandes agentes do tráfico? Por que não atacam as fontes financiadoras? Até quando vão seguir tomando o conjunto da sociedade como um bando de tolos?

Espero, como cidadão brasileiro, que a situação no Ceará não saia do controle. Espero que não haja o desencadear de um efeito cascata.

Duas lições centrais emergem desse quadro. Uma, o Estado/repressor funciona quando presente o Estado de bem estar social. O recrudescimento do processo repressivo, incentivado pelo discurso truculento do presidente Bolsonaro e seus discípulos, apenas semeia terror e poder levar à sociedade brasileira a um caos ainda maior. Violência gera violência. Os agentes do Estado precisam entender isso. Quem mata, também morre. Entre matar e morrer, todos caem no espiral da matança incontrolada.

A violência semeia ódios mútuos, gera a violência reativa e só isso explica o fenômeno do Ceará, pois se os traficantes não contassem com este vasto contingente humano, marcado pela miséria e pela desesperança, suas vozes de reação contra o Estado, não teriam eco. Logo, a lição número dois, é que o próprio Estado fornece aos traficantes as condições subjetivas do processo de levante contra o próprio Estado, por mais paradoxal que possa parecer.

Processo Seletivo no município de Ssntiago

Santiago anuncia o novo edital de Processo Seletivo a fim de preencher vagas na área da Educação.

O objetivo é contratar Professores de Educação Infantil (44 vagas ), Ensino Fundamental – Anos Iniciais nas disciplinas de Ciências (1) e Educação Física (1).

Estes servidores de nível superior devem cumprir jornadas de 20h semanais, e farão jus à remuneração de R$ 1.674,21.

As inscrições são recebidas entre os dias 10 a 17 de janeiro de 2019, na Secretaria Municipal de Educação e Cultura, localizada na Rua Neri Gomes Peixoto, nº 1.392.

Todos os inscritos serão submetidos a Análise de Títulos a fim de obter pontuação para que sejam classificados. (PCI)