Não tenho aliados mecanicistas, sou um livre pensador

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Eu não sou e nunca fui alinhado automática e mecanicamente com ninguém. Penso com a minha cabeça e chego as minhas conclusões.

Existem programas do governo federal que eu apoio. Outros, não. Nessa questão das vacinas, desde o início, eu alertava para a extensão do erro: as pessoas queriam vacinas e o presidente insistia em tratamento precoce. Creio que foi nesse embate de narrativas que o presidente perdeu muito espaço, inclusive de pessoas ligadas a ele.

Voltemos um pouco no passado. Olhem e leiam as postagens do meu blog. Eu sempre sustentei que a lava-jato e a ação de Sérgio Moro, mesmo corroboradas pelo TRF4, seriam anuladas. Cada coisa é uma coisa.

 Eu achei ridículo aquela caçada ao javali, enquanto irmãos nosso morriam por falta de vacinas e oxigênio. E critiquei. A minha autonomia e minha independência sempre prevalecerão sobre o alinhamento mecânico.

A mesma postura crítica eu tive com os governos FFHH, Lula e Dilma. Nunca enganei ninguém. Minha missão é crítica.

Eu não sigo o efeito manada. Não sou gado de direita e nem de esquerda. Para mim, cada caso é um caso. Quem usa viseiras são animais, cavalos, burros e jumentos. Estes só têm uma visão. Só sabem andar para frente.

Eu discordo praticamente tudo da esquerda, e manifestei isso. Fiquei contra e continuo contra. Pautas gays, combate a família, estou fora, nessa linha sou bolsonarista, por exclusão.

Defendo o liberalismo econômico. Sempre defendi e sempre fui anti-estatizante.

O problema do Brasil é que a direita é tão interventora quanto a esquerda. Não existe espaço para o liberalismo avançar.

Eu até acho que o governador Eduardo Leite tem uma boa pauta econômica e tem compreensões saudáveis acerca dos limites do Estado e da intervenção na economia. Ademais, é um governo limpo, sem corrupções, até onde a gente saiba.

Lamento o longo e-mail que meu amigo Adroaldo me envivou criticando minhas posições, que, segundo ele, eram desconexas. Não são. A liberdade é sempre avesa a quem pensa dogmaticamente e, ademais, sou contra radicalismo toscos.

Confesso que até hoje não vi nenhum partido sério apresentar uma proposta de Estado e de governo coerentes. É tudo na base do improviso.  Do planalto ao Piratini. Vivemos de sobresaltos.

Marionetes, massa de manobra, é que se alinham acriticamente em torno de uma ideia e o fazem pela ausência de elementos críticos ponderadores.

Não concordo com essa política de destruição que estão fazendo das forças armadas. As instituições têm sido vilipendiadas. Isso já foi longe demais.

E também não escrevo para ninguém concordar comigo. Lê meu blog quem quer, não peço para ninguém me ler. Agora, uma coisa é certa, se o Bolsonaro tiver um voto no Rio Grande do Sul, com o meu, serão dois, pois eu pretendo votar nele novamente. Mas serei sempre uma voz crítica e analítica. Por enquanto está bom.

Eu alertei o presidente que ele estava perdendo a narrativa da guerra das vacinas. Quem radicalizou foi ele e depois foi la se vacinar.

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