Desequilíbrio ambiental e a estiagem que nos assola

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A situação da nossa economia é mais dramática do que as narrativas midiáticas conseguem passar em sua comunicação com o público.

A quebra nas lavouras, soja e milho são estimadas entre 30% e 50%. Isso representa um prejuízo para os produtores, pessoal endividado, pouco consumo, pouco dinheiro circulando nos mercados, fruteiras, bares, farmácias, postos de combustíveis, bebidas e os dízimos das igrejas tendem a encurtar … As projeções nas finanças públicas – também – são assoladas. A quebra da safra têm reflexos diretos no ingresso de receita estatal.

A estiagem está devastando as lavouras de soja, de milho e – pateticamente – a crise de água para a irrigação das lavouras de arroz, no eixo Alegrete/Uruguaiana (apenas para ficar em nossa região) está abrindo uma fenda irreparável para a produção de arroz.

É claro, a pastagem para o gado também arde pela estiagem e o ciclo complexo vai se fechando. As economias locais e regionais viverão um período caótico, muito além do imaginado.

Tenho observado o quadro dramático que nos cerca. A reflexão primeira é relativamente à relação como devastamos a natureza e como usamos a água sem critérios. Aliás, nosso raciocínio é como se os recursos naturais não fossem suscetíveis de chegar a um limite.

A insuficiência de chuva gera importantíssimos desequilíbrios hidrológicos, daí que a falta de chuva gera a assim chamada estiagem. É tudo desequilíbrio e os reflexos todos sentiremos na economia. O Estado do Rio Grande do Sul está com as finanças públicas caóticas. Agora, anotem, o pior ainda nem chegou. O pior está por vir a partir do fracasso na agricultura e pecuária.

É claro que nosso estágio de relação com a natureza é precário, a modernidade científica e tecnológica só é empregada com fins substanciais de aumentar os índices de produtividade, mas nunca capazes de interferir no clima, o que é um atraso contraditório, pois uma estiagem poderia ser evitada.

O que temos na produção de arroz? Apenas usamos a água até o exaurimento. Não existe uma consciência no sentido de preservá-la. Exemplo é a transferência que está ocorrendo de produtores de arroz para outros Estados.

Existe um preconceito no debate acerca da necessidade de manutenção dos recursos hídricos. Não se trata de esquerda ou direita. Aí está  o Estado de Israel, que transformou um deserto em área verde e fértil, com modernas técnicas de irrigações. É um exemplo de direita com consciência ambiental.

E a nossa consciência ambiental? É apenas coisa de esquerda ou uma necessidade de preservação e até sobrevivência do planeta?

MUDANDO DE ASSUNTO

Fiquei impressionado com a quantidade de gado dentro da barragem que abastece a cidade de Santiago. Sem fiscalização, defecam e fazem xixi na água como se fosse um açude particular. Já não bastam as lavouras de soja, tão próximas, agora a pecuária tá livremente na área. Isso que somos uma cidade educadora, que dizer se não fôssemos???

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