A vida é simples e maravilhosa. Agradeço a cada amigo e amiga, repito, impossível citar a todos, mas sintam-se todos abraçados com minha cordialidade e meu afeto. 2020 vai ser muito show.

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Iscas de peixe no quiosque da Dona Silvana.

A vida, dependendo do enfoque, é maravilhosa. Eu sempre fui um existencialista, mais à Camus e menos à Kierkegaard.

Poucas pessoas conseguem compreender que sou um homem completo, realizei os sonhos que tive, até porque meus sonhos eram diferentes.

Nunca busquei nada material, mas empreendi uma busca imaterial na tentativa de dominar as arqueologias das ciências sociais e humanas. Fiz as faculdades que desejei, consegui comprar os livros que precisei, tenho amigos e amigas amáveis e maravilhosos. Amo cada um deles, curto-os intensamente e – embora camusiano – o absurdo da vida foi dócil, razão pela qual louvo a Deus por tudo que me dá sentido.

Não me importo tanto com os detratores. Todos os erros que cometo, no fim, viram acertos. De um enlace fracassado, resultou uma filha maravilhosa. A Nina é uma criança doce, tem um bom coração, não conhece maldade, mas é curiosa, inteligente e muito magnânima. Oro por ela, no mínimo, 3 vezes por dia. Nosso amor, pai e filha, resistiu a tudo e quando eu digo tudo, só eu sei o que eu passei e as lutas que empreendi. Nada foi sem razão. Deus sempre tem um propósito em nossas vidas.

Nina (minha filhotinha)

Nina – certa vez – queria uma coleção de bonecas. Cada viagem, dava-lhe uma ou duas. Quando tinham mais de 30 bonecas, elas as juntou e saiu repartindo com sua amiguinhas. Doou todas. O bom nela é que ela não tem noção de juntar matéria, ela vê a vida por outro prisma. Acho divino nela o desprendimento material. Ela será sempre abençoada. É uma ungida.

Hoje, conversei com minha filha ao telefone. Amanhã pego ela em São Borja e vem para passar o mês inteiro comigo. Pode existir 2020 melhor? Entrar o ano novo e passar o janeiro ao lado de Nina. Parece um sonho, mas estou muito feliz.

Há muitos anos, me liguei no Capão do Cipó, embora sempre aqui viesse quando criança, pois uma irmã do meu pai sempre aqui viveu. Ela era muito boa para mim…

Também, um dos melhores amigos que eu tive, o advogado Carlos Batista Garcia, falecido, morador no Carovi, tentou me transformar em cipoense; por três vezes insistiu em doar-me uma terra sua; na última tentativa, quando ele se convenceu que eu não aceitaria, propôs-me que colocasse suas terras no nome da minha empresa, do meu jornal. E fez a última proposta na frente da Eliziane, mãe da Nina, do historiador Lindomar Guareski e da senhora Daine James (amiga da Eliziane). Sei lá, a mim parece, ele sabia que morreria, como de fato morreu, tragicamente, queimado na lareira da casa. Quando o irmão dele, o médico Elizeu Garcia me contou sobre sua morte fiquei muito transtornado, pois era um amigo, um irmão, e graças a Deus não aceitei a doação de sua área de terra.

Nunca fiz questão de ter nada material nessa Terra. Meus valores sempre foram outros.

Dias atrás, fruto do acaso, descubro um quiosque quase em frente onde moro. A senhora e seu esposo, proprietários, são muito amáveis, gentis e gente muito educada. E para minha felicidade completa, eu descubro que a Dona Silvana faz peixes e iscas de peixes (não vou falar no preço porque ninguém vai acreditar, mas é muito acessível). Ela é mágica para cozinhar, bota saber fazer um peixe.

Em Santiago, no casarão, eu me fechava sexta-feira e só saia na segunda. Aqui, descobri uma ampla família, onde ninguém é parente de ninguém, mas todo mundo come junto … têm um valor simbológico imenso. Eu não tenho família, mas sou o maior defensor da família.

Curiosamente, eu faço deles minha família…e perto onde moro, encontrei um grande amigo, que tem uma filhinha maravilhosa, dois anos, e ela sempre sorri para mim: a Renata (tinha que ser Renata). O cosmo explica, parece que a conheço há mil anos atrás.

Reencontrei a psicóloga Ana Flores e seu esposo e filhos. Ana é uma dessas pessoas batalhadoras, uma mulher de fibra, inteligente, raciocínio rápido, sagaz, astuta, minha grande amiga e anfitriã.

Estive em Santa Maria, a serviço, quinta-feira, passei à tarde ontem, sábado, com minha grande amiga Dona Terezinha, que concorreu à vereadora quando eu concorri a prefeito. Fiz uma grande amizade com ela e seus filhos. Uma pessoa decente e rara.

Não é um relato, se fosse relatar sobre todos meus amigos, até me assusto, porque cada qual é mais virtuoso que o outro. Sou tão grato a Deus pelos amigos e irmãos que o mundo e a vida me ofereceram. Impossível descrever todos e um pouco de cada um.

Encerro meu domingo com rara alegria e satisfação no coração. Amanhã busco a Nina e a decisão dela de passar todo o mês comigo foi algo que encheu meu coração de felicidade.

Associado a isso, a descoberta de um recanto onde eu posso comer peixes, meu Deus, que euforia existencial.

Assim, meu ano vai se encerrando da melhor maneira possível. Melhor, impossível.

Agradeço a cada amigo e amiga, repito, impossível citar a todos, mas se sintam todos abraçados com minha cordialidade e meu afeto.

2020 vai ser muito show.

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