A miséria é a matéria-prima que torna o povo pobre refém da máquina clientelista e de favores pessoais. Santiago continuará sendo uma cidade atrasada e com uma elite que vive da exploração da miséria e fomentada por uma legião de miseráveis.

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Marcelo Brum, hoje, deputado federal no Congresso Nacional, é produto de um conjunto de singularidades. Filho de uma mãe absolutamente pobre, faxineira do colégio Cristóvão Pereira, Marcelo, quando terminavam as aulas, fica ajudando sua mãezinha na limpeza das salas de aulas. Perdeu o pai aos 9 anos de idade.

Vendeu e entregou viandas, vendeu e entregou pizzas, foi porteiro no Hotel do Cássio Peixoto em Itapema, SC, e sua esposa, Litiere, foi camareira.

Passaram momentos cruciais na vida. Não escondem de ninguém, que – em muitas ocasiões – lhes faltavam alimentos em casa.

Casal filho de gente humilde, se uniram nos esforços de tocar um projeto voltado ao campo. Começaram na Rádio Cipoense, FM, e foram indo. Dando passos, desbravando caminhos, avançando.

No meio, sempre fiéis a Deus, sempre ligados a Igrejas Evangélicas, dessas de cepa humilde.
Quando Marcelo postulou concorrer a deputado federal, foi uma decisão legítima, honrada e ele queria participar dos rumos do país. Nada mais justo e nada mais acertado.

Refletores em mim

Eu sou um homem calejado, experiente, de brigas e embates eu entendo bem. Minha origem social é pior que a de Marcelo, sou filho dos esgotos, fruto da discriminação e da marginalização. Abri caminhos a ferro e a fogo. Só eu sei como uma pessoa pobre, miserável como eu, sem apoio de família, joguei-me sozinho no mundo em busca do sonho de estudar e adquirir conhecimento.

Sempre fui marginalizado, oprimido, discriminado, exceto um ou outro amigo, a vida não me foi fácil. Só que logo entendi que a vida nunca me seria fácil e que era preciso lutar sempre, contra tudo e contra todos, sem medo e com destemor.

Aqui em Santiago a virtude é punida, e quem tenta abrir seu próprio espaço fora dos tradicionais currais de dominação, são mortos, ou fisicamente ou simbolicamente.

Cheguei nessas alturas de vida tão pobre quanto nasci. Mas tão perseguido e cassado que só eu sei como resistir. E resisto. E vou continuar resistindo. Fui forjado na luta. Enquanto Deus me der vida, lutarei e resistirei.

Por que eu entendo a perseguição contra Marcelo Brum?

Santiago é uma sociedade que tem uma fatia podre no tecido social. Existe uma doença medíocre de inveja onde não podem ver o brilho individual de alguém. Marcelo Brum, tudo o que quis fazer, foi retribuir com bondade,  ao povo de sua região. Trouxe verbas, distribuiu-as com amor, com carinho e pensando em fazer o bem comum, em beneficiar a todos.

Aí espalharam que as emendas não existiam e obrigaram ao Ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República gravar um áudio asseverando que tudo que Marcelo deu e distribuiu estava correto e com o aval do Ministério da Economia.

Até quem foi beneficiado com as emendas de Marcelo Brum passou a atacá-lo, numa orquestração que só tem um segredo.

Qual?

Tiago Gorski concorre à reeleição e abandona o mandato no início do segundo ano para concorrer a deputado federal. Tanto que já decidiram deixar Cláudio Cardoso de vice.

O óbice no caminho de Tiago é Marcelo Brum, que é santiaguense e deputado federal.

Os ataques se intensificaram quando a jovem e bem intencionada Litiere Brum, esposa de Marcelo, se dispôs a contribuir com os debates na eleição municipal. Aí – sim – bateu um verdadeiro pavor, pois Litiere ameaçava a reeleição de Tiago e comprometia o plano dele ser deputado federal.

A OPOSIÇÃO

Sem leitura alguma, insipiente como sempre, sem perceber que em qualquer hipótese Litiere seria o maior entrave ao PP, a própria oposição local passou a fazer coro com a direita furiosa e anti-Marcelo.

Explico: a composição com Litiere a vice daria fôlego a oposição, recursos de um deputado federal, o peso do governo federal e a oposição teria um aporte que nunca teve. Não, mas ficaram de picuinhas, como se não fosse uma eleição municipal.

Segundo, se Litiere fosse sozinha, ela faria sua pré-campanha de deputado estadual, faria seus 5, 6, 7 ou 8 mil votos e quebraria a votação de Tiago ao meio, exatamente como Bianchini fez com Ruivo. A eleição em Santiago seria embolada, totalmente embolada e imprevisível, com ligeira vantagem de a oposição sagrar-se vencedora.

Mas, nada disso perceberam e passaram a atacar Marcelo e Litiere, manipulados pelo PP, bota gente burra nisso.

O ataque é doentio e machuca

Marcelo é um ser humano sensível. Uma pessoa pura, dotada de bondade e que faz política ao seu modo, nas crenças e convicções derivadas do exemplo de Jesus Cristo, seu grande ídolo.
Imagino o quanto deva ser doído em ver os ataques no facebook e redes sociais. Pessoas que ele ajudou, entidades que ele ajudou, cito a URI, cujo esposo da diretora compartilha as críticas contra ele, pobre Marcelo. Agora, eu até entendo melhor o porquê a crucificação de Jesus Cristo.

O que ninguém entende em Santiago e região é que por detrás dessa campanha difamatória e dessa onda de ataques pueris, existe uma questão política latente, fomentada pelo PP, que usa as instituições da sociedade santiaguense, usa as pessoas, a imprensa, as igrejas (que falam no amor de Cristo e promovem a exclusão de quem não fecha com o PP, a igreja Missionária é uma delas) …

Marcelo não fez nada de mal para ninguém, exceto que fez tudo pela sua cabeça, pelo que ele achava certo … por isso investiu em saúde, nas áreas que ele julgava ser sensíveis, sonhou em investir nos esportes, tirar as crianças e adolescentes das drogas, porém, o controle dos aparelhos ideológicos da sociedade santiaguense exercido pelo PP, demonstrados no meu livro PAMPA EM PROGRESSO, fez com que as portas se fechassem para a atuação de um deputado federal local, que não ascendia pelas mãos do PP e nem foi recepcionado pela oposição.

CONCLUSÃO

Eu sou santiaguense, sei o que é preconceito de classe, sei o que é discriminação, sei como funciona essa máquina de triturar pessoas, sei como coptam a imprensa, pessoas, a máquina de favores, o clientelismo, o assistencialismo, sei como manobram os interesses de grupos, dos santiaguenses fora do boqueirão, que sequer se tocam que são manipulados politicamente.

Pessoas que querem fazer o bem comum coletivo como Diniz Cogo, Miguel Bianchini, Paulo Rosado, Marcelo Brum, Mauro Burmann, Guilherme Bonotto, Vulmar Leite, Litiere, Júlio Garcia … são facilmente engolidos por essa prática anti-política, pois os adversários atuam em cima da miséria do indivíduo pobre e exploram as áreas sensíveis de uma pessoa miserável, desde uma passagem até Porto Alegre, a limpeza de um pátio, um prato de comigo, um remédio para abrandar a dor. A prática é conhecida. É a exploração política da miséria.

A política é uma arte nobre. Bem feita, ela rende frutos coletivos e não gera a pobreza e a miséria. O que acontece em Santiago é que o parasitismo político vive da exploração da miséria e da desgraça.

A política decente, coletiva e voltada para os interesses coletivos do povo, não prospera em meio à miséria, a fome e ao caos.

O PP precisa da miséria. A miséria é a matéria-prima que torna o povo pobre refém da máquina clientelista e de favores pessoais. Santiago continuará sendo uma cidade atrasada e com uma elite que vive da exploração da miséria e fomentada por uma legião de miseráveis.

Tirar o povo da miséria, dar-lhes dignidade, condições dignas de vida, de moradia, de estudos, significa luzes e luzes são esclarecimentos e esclarecimentos fazem um povo culto e um povo culto percebe quando é usado e manipulado.

Se isso acontecesse, esses que vivem explorando as debilidades da miséria, da fome, da pobreza, perderiam seu espaço e seria o fim dos que parasitam da política, como ratos.

Por isso, fazem de tudo, para impedir a emergência de novas lideranças, de novas ideias, por isso jogam o exército explorador nas ruas para atacar e destruir as lideranças políticas que não pensam como eles.

Poderia ser cálido?

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