A questão da linguagem: do coloquial e informal das redes sociais ao castiço amorfo

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Eu escrevo há mais de 40 anos. Ao longo destas décadas, em especial pelo uso do meu blog, 17 anos, conclui que a linguagem coloquial soava menos arrogante, era mais facilmente assimilável e rompia com formalismos do vernáculo castiço.

O mesmo notei com a linguagem falada. Basta ver adeptos de Olavo de Carvalho e contrários, que todos não fazem mais cerimônias formais para dizerem o que sentem. Vivemos numa era de liberdade da língua. As redes sociais criaram uma nova linguagem. Felipe Neto, que tem 25 milhões de inscritos no seu canal, é o maior exemplo da nova linguagem.

É claro que o chulo está incorporado. Escutem o Olavo de Carvalho e o próprio Presidente Bolsonaro. Se preferirem outro exemplo: Paulo Guedes.

No meu blog incorporei, definitivamente, uma linguagem extremamente coloquial. Como conheço bem o vernáculo, sou pós-graduado em Letras, sei que várias vezes cometo impropriedades, mas também sei as faço deliberadamente e na pura intenção de ser compreendido. Não me satisfaz mais o emprego castiço, o formalismo e o rigor.

Lastimo que um cidadão, usando minha linguagem altamente coloquial, foi para a página do instituto de uma dessas instituições caça-níqueis, tentar desmerecer minhas posições, criticando a linguagem e mais, dizendo que a palavra advogacia está errada. Errado é  ele, que nunca consultou De Plácido e Silva. As duas expressões são aceitas, embora se use mais a expressão advocacia. E qual é o problema se eu quiser usar a expressão advogacia?

Eu conheço regras e regras de estilo. Optei pela liberdade, para gerar a compreensão. Só isso.

Por outro lado, a pessoa que escreve sozinho e direto, como assim o faço, comete uma sucessão de erros. Por outro lado, escrevo, dezenas de textos por semana. É claro que isso também contribui para as impropriedades. Nada mais normal.

Por outro lado, esse argumento de querer apontar um erro gramatical no texto para tentar desqualificar a essência de uma proposta, é própria de imbecis, que não tendo argumentos ou sequer compreendendo as razões de uma pessoa, optam pela desqualificação. Eu conheço estas táticas e sei lidar com espíritos suínos. Não nasci hoje.

Jornalista – Registro no MTb-RS 11.175

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