A derrota de Ruivo foi consequência do desastroso governo de Tiago Lacerda

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Uma eleição singular, mas não surpreendente. Mesmo as últimas pesquisas que apontavam a vitória de Bolsonaro, ainda no primeiro turno. Raramente alguém que votou nele mudará o voto.

Bolsonaro encarnou o protesto e a rebelião da sociedade brasileira. Quem votou em si, exceto a direita consciente, não sabe o que fez, especialmente, a massa populacional das classes D e E do país. O desencanto virá com o tempo e desgaste das bandeiras liberais só fará eco quanto atingir o próprio eleitorado bolsonarista. Sugestão do blog é que todos assistam a entrevista de Paulo Guedes a Globonews.

 

As mudanças propostas serão profundas, especialmente na economia e no tamanho do Estado que o economista propõe. E, será tudo de imediato, sob o impacto das urnas.

Ademais, a vitória foi legítima, a esquerda está massacrada. Por outro lado, ficou claro que o sul, sudeste, centro-oeste e até o norte, estão apartados do impacto ideológico do PT. O nordeste levou Haddad ao segundo turno, o nordeste virou um reduto de esquerda. Quem diria; na época da ditadura militar, dizíamos que eram os grotões do atraso e por isso votavam na ARENA e no PDS. E agora, são os grotões da esquerda. È fácil compreender os efeitos das políticas sociais do PT no povo nordestino. Paciência.

A grande massa que protestou, excetuo a direita consciente, não tem a menor idéia do que vem pela frente com o liberalismo econômico. Falou mais alto o empirismo do combate a bandidagem, o culto à família, a rejeição massiva as políticas liberais nos costumes sexuais, a roubalheira dos cofres públicos e a impunidade. È bem fácil contextualizar a vitória de Bolsonaro e Mourão. É tudo bem pontual. Muito pontual. Não adianta fingirmos que estamos espantados.

No Rio Grande do Sul, um segundo turno também previsível. Sartori e Eduardo Leite vão se digladiar. Bolsonaro terá dois palanques, alguém duvida?
Rosseto era a crônica de uma derrota anunciada e – futuramente – pode ser que se extraia lição dessa divisão PT/PDT.

Lastimável a não reeleição do deputado Bianchini. Mas, aconteceu o previsível dentro de Santiago. Eu imaginava mais votos dele fora de Santiago, mas também sai de cabeça erguida e com a consciência do dever cumprido. Foi um grande deputado e muito nos orgulhou.

Já o PP e a fraca votação de Júlio Ruivo, essa – sim – é sintomática. È a maior derrota da história do PP santiaguense. Ruivo é uma excelente pessoa, um candidato altamente preparado, agora pagou preço do desgaste do governo Tiago Lacerda.

O governo Tiago é um desastre completo, tanto que não uniu nem os seus eleitores em torno de Ruivo. Era voz corrente pela cidade que Ruivo despencava. Só os mentores do staff pepista não perceberam isso. Estavam embebidos pelo poder.

Os reflexos se darão na eleição de 2020. È claro, a não reeleição de Bianchini agora estragou um pouco os planos de união das oposições em torno do seu nome, mas que abriu uma crise no PP, não tenham dúvidas.

Nessas alturas o PP está à procura de um nome que una o partido em 2020. A rejeição a Tiago agora virou realidade, antes, eles achavam que era só crítica minha. Não sei o staff vai mesmo de Ruivo … talvez a saída seja mesmo Cláudio Cardoso, um nome muito limpo e que carregou Tiago Lacerda nas costas.

Cláudio une as famílias, tá de bola cheia pela onda evangélica e seria um nome muito ruim de ser combatido pela oposição.

Mas vamos em frente.

Marcelo Brum fez uma excelente votação, por sua estréia, quase 25 mil votos; saiu colado em Ruivo, sem partido, sem máquina, praticamente sozinho.

Boa semana a todos.

A vida segue !!!

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