Santiago: Não existe interação, não existe liberdade de opinião e nem liberdade de expressão e nem liberdade de imprensa em Santiago. Aqui só prospera a bajulação e o chauvinismo. Aliás, é a grande indústria de Santiago, ao lado do contingente de miseráveis drogados e embriagados. 

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Ciro Gomes, ao saber que estava sendo processado pelo Ministério Público de São Paulo, por injúria racial, qualificou o procurador como “filho da puta”, em rede nacional de televisão. O site O Antagonista, hoje, diz que não era filho da puta e sim filha, por ser uma promotora.

Entrevistado no Roda Viva, o filósofo Pondé, é surpreendido por uma pergunta de uma jovem jornalista sobre o “o pau duro do homem”, no ar, em cadeia nacional.

Olavo de Carvalho, com suas aulas de filosofia, transmitidas dos Estados Unidos, emprega um linguajar além de chulo: “um jovem batendo punheta”, “aquele corno”, “o cara tem coceirinha no cu”, “cacete”, “caralho”, “merda”, “bosta” … Numa de sua aulas mais clássicas, disponíveis no Youtube, o filósofo sustenta que o imaginário popular precisar saber “quem anda comendo quem”. É sábio, convenhamos, e o linguajar não o desqualifica, pelo contrário, é entendido, compreendido e assimilado.

Bolsonaro, presidenciável, é uma metralhadora giratória e é comum empregar expressões como “vagabunda”, “vadia”, “comer gente”, “filho da puta” …

Lula tem um vídeo famoso, que vazou em rede nacional, dizendo que  “Pelotas era exportadora de veados” e – convenhamos – o linguajar rude/chulo de LULA em nada se difere de Bolsonaro, Ciro ou Requião.

A grande mídia nacional não deixa por menos. Boechat mandou o pastor Silas Malafia se esfregar “numa rola para se acalmar”. Isso em cadeia nacional, em rede nacional, em horário nobre.

Em suma, poderia escrever páginas e páginas com exemplos de como a linguagem chula foi incorporada em nosso vocabulário, partindo das mais altas autoridades da República. É uma forma de expressão e o próprio STF já sinalizou no sentido de que a liberdade de expressão tem que ser a mais ampla e mais larga possível. Estão certos os Ministros, chega de acobertar o cinismo e punir a liberdade de imprensa e de opinião escondidos atrás de um falso moralismo, quase que imitando um moralismo vitoriano.

Santiago, sabidamente é uma ilha. Criaram uma ética podre, falsa e judicializaram o debate politico, qualquer criticazinha, como chamar o alcaide de “safado”, vira objeto de uma ação judicial.  Tiago Gorski é um prefeito pedante, autoritário, que, junto com o Dr. Isaque do Escritório do Dr. Dionísio, semeiam medo nos adversários políticos com processos judiciais. Entopem o poder judiciário, pois qualquer crítica ou construção linguística metafórica hostil à administração pública municipal, lá correm eles com seus tradicionais processos e pedidos de representações judiciais.

É um cinismo sem precedentes.

Conseguiram disseminar o terror, semearam o medo e mataram de vez qualquer perspectiva de oposição ou crítica. Vivemos o servilismo e a bajulação. Quem não pensa pela cabeça do establishment, é fadado a segregação social e uma perseguição nunca vista em Santiago. Tiago Gorski é mais perseguidor que Vulmar Leite, que até então era o pior. Depois se domesticou.

Ninguém ousa questionar e nem criticar a sacrossanta administração municipal do PP.

Quem não sabe que o imaginário popular sabe de tudo? Mas aqui reina o fingimento coletivo com um fenômeno social a parte do contexto do país.

Eu fico imaginando o que Tiago e esse pessoal tem na cabeça?

Eu não tive medo de desafiar a ditadura militar.

Tenho marcas de choques elétricos, até hoje, em meu braços, porque não cedi e não capitulei.

Será que entra na cabeça do prefeito Tiago Gorski que eu me intimido com processos?

Será que eles imaginam que calam um jornalista com processos?

Sinceramente, só alguém sem compreensão psicossocial, sem nenhuma leitura de conjuntura, só alguém muito tosco mesmo pode imaginar que processos calam uma voz crítica ou a crítica em si, pois partem do pressuposto que a razão de ser do judiciário é calar a crítica adversa e hostil.

Não sem razão, Tiago Gorski já se constituiu no pior prefeito da história de Santiago.

O PP, que teve um visionário, um democrata, como o Prefeito Chicão, hoje arde com governos especialistas em maquilagem urbana. São adeptos da tinta, do cal e da alegoria. O essencial mesmo, que era mudar a matriz produtiva, sair desse ciclo obsoleto de dependência da folha do funcionalismo, permanece intocável. Faltam empregos, as pessoas vivem na dependência e na marginalização. A despeito de ter prometido 60 casas populares para o ano de 2017, nenhuma foi entregue. Quando alguém da iniciativa privada investe em algum setor, o staff apropria-se da ideia e saúdam o investimento como se fosse o município o alavancador. Na real, até hoje, vamos para o segundo ano do governo Tiago e nenhuma intervenção foi feita para mudar a matriz produtiva/econômica local. Grassa uma miséria generalizada nas vilas pobres de Santiago. O único comércio que floresce é o de bebidas alcoólicas e consumo de drogas.

O espiral do crime urbano é consequência da desestrutura da superestrutura social e da  infraestrutura econômica

Os jovens caíram no desencanto, na desilusão, na miséria humana …

Ninguém mais quer contratar nem uma faxineira. Ou, não podem …

Os empregos oferecidos, nem de longe correspondem a massa de desempregados. Famílias inteiras sobrevivem de cestas básicas. A RGE não vence promover cortes de energia elétrica por falta de pagamento. É um escândalo sufocado que ninguém toca, um debate que ninguém tem coragem de fazer.

Santiago não é cidade educadora coisa nenhuma.

Educação pressupõe interação, troca de ideias, debates, críticas … a crítica é o elemento propulsor de qualquer governo, a crítica é salutar e edifica. Aqui, os filhotes da ditadura querem sufocar e estrangular qualquer pensamento que lhes seja hostil. Não existe interação, não existe liberdade de opinião e nem liberdade de expressão e nem liberdade de imprensa em Santiago. Aqui só prospera a bajulação e o chauvinismo. Aliás, é a grande indústria de Santiago, ao lado do contingente de miseráveis drogados e embriagados.

MINISTRO DO SUPREMO É CONTRA MANDAR JORNALISTAS RETIRAREM MATÉRIAS POSTADAS EM BLOGS

Não cabe ao Estado definir previamente o que pode ou não ser dito por indivíduos e jornalistas. Com esse entendimento, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu acórdão da Turma Recursal de Belém que obrigava um blog a retirar do ar diversas notícias.

Judiciário não pode impedir informação de circular, afirma o ministro Luiz Fux.
Segundo o ministro, a decisão local desrespeita decisão do STF na ADPF 130, quando a corte decidiu que a regulamentação à atividade jornalística configura violação à liberdade de expressão. “Determinações judiciais como essa se relevam verdadeiras formas de censura, aniquilando completamente o núcleo essencial dos direitos fundamentais de liberdade de expressão e de informação, bem como fragilizando todos os demais direitos e garantias que a Constituição protege”, afirmou Fux.

De acordo com o ministro, o Supremo tem afirmado a “primazia” dos princípios constitucionais da liberdade de manifestação do pensamento e de imprensa. “A limitação de tal liberdade constitucional não pode ocorrer simplesmente com base no fundamento de que este não é “um direito absoluto” ou porque poderia conflitar com interesses contrapostos. A medida própria, por excelência, para a reparação de eventuais danos morais ou materiais é aquela a posteriori, mediante indenização ou direito de resposta”, explicou.

Para o ministro, a liberdade de expressão possui alcance amplo, abrangendo todo tipo de opinião, convicção, comentário ou avaliação sobre qualquer tema ou sobre qualquer indivíduo, envolvendo tema de interesse público ou não, “não cabendo ao Estado a realização do crivo de quais dessas manifestações devem ser tidas ou não como permitidas, sob pena de caracterização de censura”.

Interesse Público
No recurso, o Google, dono da plataforma onde está hospedado o blog, alegou que a Turma Recursal de Belém censurou seis publicações de “manifesto caráter jornalístico” e de interesse público. “O conteúdo do material impugnado consistia na opinião crítica do jornalista quanto à atuação institucional da Associação do Ministério Público do Pará, que estaria falhando na defesa de um de seus membros”, informou a defesa.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NÃO ADMITE CENSURA NO PAÍS, LIBEROU ATÉ DEBOCHES, SÁTIRAS E TRUCAGENS. TUDO EM NOME DA PRIMAZIA DA LIBERDADE EXPRESSÃO. (Trechos da lei das eleições foram declarados inconstitucionais)

Em decisão unânime, dia 26 de junho desse ano, o Plenário do STF seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, segundo o qual os dispositivos violam as liberdades de expressão e de imprensa e o direito à informação.

Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) declararam inconstitucionais dispositivos da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) que impediam emissoras de rádio e televisão de veicular programas de humor envolvendo candidatos, partidos e coligações nos três meses anteriores ao pleito, como forma de evitar que sejam ridicularizados ou satirizados.

O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4451, em que a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) questionava os incisos II e III (em parte) do artigo 45 da Lei das Eleições, foi iniciado ontem (20) e concluído na sessão plenária desta quinta-feira (21). Os dispositivos considerados inconstitucionais pelo STF já estavam suspensos desde 2010 por meio de liminar concedida pelo então relator, ministro Ayres Britto (aposentado), e referendada pelo Plenário, de modo que a proibição não foi aplicada nas eleições de 2010 nem nas seguintes.

Todos os ministros acompanharam o atual relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, que em seu voto destacou que os dispositivos violam as liberdades de expressão e de imprensa e o direito à informação, sob o pretexto de garantir a lisura e a igualdade nos pleitos eleitorais. Para o relator, a previsão é inconstitucional, pois consiste na restrição, na subordinação e na forçosa adequação da liberdade de expressão a normas cerceadoras durante o período eleitoral, com a clara finalidade de diminuir a liberdade de opinião, a criação artística e a livre multiplicidade de ideias.

AQUI EM SANTIAGO

Aqui em Santiago funciona bem assim: o prefeito Tiago vai se queixar para o delegado. O delegado de polícia intima o jornalista a comparecer na delegacia sob pena de condução coercitiva (eu recebi uma intimação assim). Manda o inquérito para a promotora de justiça e esta vê na crítica crime contra a administração pública e oferece denúncia contra o jornalista.

Basta o beleza se sentir ofendido com a crítica … Ele só admite bajulação e puxa-saquismo.

Ainda vou descobrir que Santiago é uma ilha ou vive uma realidade paralela, cercado de seres irreais, pois nem nossa realidade é real. É a Matrix do boqueirão.

Ou, os reptilianos já tomaram conta de tudo e nem percebemos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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