Pouca Vergonha, por Miguel Bianchini

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Hoje, 11/07, na Câmara de Vereadores de Santiago, ocorre uma audiência pública para debater o projeto de Lei 025/2018, de iniciativa do Poder Executivo, propondo a redução do expediente da Prefeitura Municipal de dois turnos para turno único, isto dentro do período eleitoral que começou oficialmente no dia 07 de julho de 2018.

É praxe em Santiago esta redução de turno nas disputas eleitorais, com clara intenção de obrigar os apadrinhados políticos e cargos comissionados a irem às ruas “as catas” de votos para o candidato do partido que se perpetua no poder. Só que até então os turnos únicos eram implementados nos finais dos anos que antecediam as eleições e se estendiam posteriores aos pleitos correspondentes para não dar na vista da população e eram determinados, sempre, por Decreto do Poder Executivo.

Este ano foi diferente, foi remetido um projeto de lei às pressas à Câmara Municipal, praticamente dentro do período eleitoral, jogando toda a responsabilidade da imoralidade da proposta no “colo” dos Vereadores, os quais, na maioria esmagadora, são do próprio partido.

Certamente nesta audiência pública o executivo virá com aquela conversa de sempre, que foi determinação do Tribunal de Contas e apresentará números maquiados; não faltará quem os defenda.

Achei louvável a iniciativa dos Vereadores Leovegildo Fortes (PP), Tadeu Machado (PP) e Eva Muller (MDB), em proporem esta audiência pública para discutirem o tema com a população e tomara que ao final cheguem ao bom termo e que não vença, mais uma vez, a politicagem que impera na nossa cidade.

Uma boa alternativa, se realmente a prefeitura municipal de Santiago está em dificuldades financeira, o que não acredito, era de adotar o turno único somente depois das eleições, total faltam somente 86 dias, assim não ficariam na história de Santiago mais uma safadeza destes que se acham donos do nosso chão.

 

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