O nazismo veste verde e amarelo .O caso do Deputado Bianchini e outras ponderações

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Na madrugada passada, perto das 3 horas da manhã, recebi a visita do amigo Carioca, bravo sindicalista e amigo sincero, da cidade de Unistalda. Veio assinar uma procuração e fez-me um convite extemporâneo, em nome do PDT. Agradeço demais a lealdade dele e dos militantes trabalhistas.

Eu acho que é necessário separar a pessoa humana e seu trajeto de vida, de suas posições políticas. Sou intolerante ao racismo, a violência, ao preconceito e a quem incita o ódio. Prefiro ficar quieto no meu canto a compartilhar da companhia de gente que se acha superior aos demais seres humanos por um detalhe de cor de pele, de origem étnica ou porque juntaram bens ao longo da vida, bens que imaginam levar no caixão . Da mesma forma, sempre defendi e respeito à liberdade de escolha de amar das pessoas, penso que bem feliz é quem bem vive.

Ando demais preocupado com à ascensão viva e explícita de um nazismo verde-amarelo que toma conta do nosso meio. Cresce a intolerância aos pobres, a humildade é vista como defeito, ser negro é visto como castigo, ser índio é uma abominação, incorporamos o pensamento dos agroboys do sul do EEUU e passamos a cultuar o armamentismo, a violência, apoiamos o envenenamento do nosso meio ambiente, pouco nos preocupamos com a corrida dos agrotóxicos, desprezamos a visão de uma agricultura sustentável e a vazão à estupidez, ao preconceito, ao ódio e o incitamento a violência é cada vez maior em nossa política.

Lamento pelos que falam em nome de Jesus e não vivem como Jesus viveu. Lamento a cegueira que tomou conta dos evangélicos, adotando um alinhamento com a exploração e o que existe de mais bárbaro e truculento na política nacional. Não dominam ou ignoram a Principiologia Cristã e fomentam o incentivo ao acúmulo de bem materiais, a formação de uma elite segregacionista branca e pretensamente superior, o desprezo à vida e o incentivo ao ódio.

Novos tempos. Nunca pensei em viver uma época em que cristãos fossem incentivar idéias monstruosas como as defendidas por Bolsonaro. Na esteira deste movimento, nazistas e fascistas enrustidos, a ciência política sempre os chamou de submarinos (estavam embaixo d´água esperando o momento de virem à tona) assumiram-se e – num breve espaço de tempo – o ódio contra homossexuais, negros, pobres, ciganos, judeus ,,, tomou um vulto nunca visto.

O fenômeno é recente. Pouco estudado, pouco compreendido e os próprios judeus comentem o erro de saírem da condição de oprimidos para opressores. Abrir a Hebraica para um Bolsonaro destilar ódio é o equivalente a prática tola dos evangélicos que discriminam em nome de Jesus com os símbolos do judaísmo.

A intolerância evangélica em nossa região chega a assustar. O ódio estendeu-se aos comunistas, socialistas e marxistas. O macartismo ganhou força até dentro do judiciário.

O desrespeito às crenças religiosas é uma constante.

Carnear um ser humano vivo e deliciar-se com seu sofrimento, tudo esboçado em redes sociais, vai além dos assassinatos em câmaras de gás pelos nazistas.

Tempos novos, tempos de pavor, tempos absurdos. Perdão Camus, homens absurdos vendendo bençãos, vassouras ungidas, canetas abençoadas, charlatões de todo a ordem, espero pelo reino de Cristo. A boçalidade humana tornou-se insuperável.

Sempre sonhei com um era de luzes e que os avanços científicos e tecnológicos fossem direcionados para o bem estar social da humanidade, para a saúde dos povos e que a revolução verde viesse para abrandar à fome no mundo. Foi tudo ao contrário e vejo-me no meio de um pesadelo.


Mudando de assunto, em nosso meio se discute o voto do Deputado Bianchini ao projeto de recuperação fiscal do Estado.  Bianchini é uma pessoa de essência boa. EQUIVOCADO politicamente ao extremo. Não vale a pena atacá-lo dado a sua origem. O tempo vai mostrar-lhe o tamanho do seu erro e ele mesmo entenderá que política é uma prática coletiva e que as decisões que envolvem toda uma comunidade não podem brotar de uma cabeça solitária ou de assessoria medíocre politicamente. Ele poderia ter ficado com os os seus e ao lado dos seus. Ficou contra os seus, agiu contra tudo e contra todos os que lhe deram voz e vez.  A história será implacável consigo. Deram-lhe a corda do suicídio político e ele aceitou, pensando ser um cordão divino.

Quando vi integrantes de sua assessoria, a quem ele me disse que é qualificada, defendendo Bolsonaro nas redes sociais, tremi pelo tamanho do erro. Lamentei por ele, pela família dele e pelo requiem que ele nos proporcionou. Ali morria um pouco de cada um de nós. Inclusive um pedaço de mim.

Deus proporcionou-me as últimas horas o convívio de minha filhinha. É um anjinho ao meu lado. É o doce lado da vida. Sua felicidade faz minha alma sorrir, embora eu mesmo pressinta que é um sorriso com o gosto amargo de fel. Sei do caos que se aproxima, sei que não cederei e que não vou me negar ao chamado histórico.

Poucos perceberam. Mas a besta começou seu serviço. Fanáticos, lunáticos, messiânicos, irracionalidade, cegueira, sem querer transito entre o realismo fantástico e o surrealismo.

Triste mesmo é ter compreensão de tudo isso !!!

Quisera ser alienado ou cálido para sempre!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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